Síndrome Pós Pólio: Não permita que a Fadiga derrube você!

 

 

A fadiga é um grande problema para muitas pessoas com síndrome pós-pólio (SPP), o que é muito frustrante e difícil de medir.

 

É um sintoma que pode afetar sua capacidade de trabalhar,  mobilidade e sua qualidade de vida. Pessoas com SPP relatam fadiga como o sintoma mais persistente e debilitante.

 

Em nosso estudo, pesquisando 441 pessoas com SPP, descobrimos que indivíduos com deficiências tem maior risco  de sofrer fadiga do que pessoas sem deficiências, e que esse risco aumenta com a idade.

 

Além disso, constatamos que a fadiga em pessoas com SPP foi a mais alta das pesquisadas, incluindo também pessoas com esclerose múltipla, distrofia muscular e lesão medular.

 

Uma pesquisa longitudinal de cinco anos de pessoas com início tardio de sequelas de poliomielite, realizada na Holanda, mostrou que a fadiga estava associada a restrições percebidas no funcionamento físico, níveis mais altos de dor e problemas de sono.

 

Existem várias maneiras não medicamentosas para gerenciar a fadiga através do uso de aparelhas auxiliares. Proteja seus músculos enfraquecidos,  converse com seu médico ou fisioterapeuta sobre os melhores dispositivos de assistência para você, como aparelhos, bengalas, andadores ou cadeiras de roda.

 

 

Para as pessoas que vivem com uma condição crônica, isso se traduz em “superar os problemas físicos e emocionais causados pela doença através do autogerenciamento”.

 

O objetivo é alcançar a maior capacidade física e prazer possíveis da vida. Essa idéia pode ser aplicada à fadiga. Você pode gerenciar seu nível de atividade planejando, agendando, priorizando, delegando ou solicitando ajuda e acompanhando o ritmo.

 

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Historicamente, as pessoas com SPP eram instruídas a minimizar o exercício como forma de economizar energia. A pesquisa atual mostrou os benefícios de um programa de exercícios cuidadosamente adaptado e  projetado especificamente para cada pessoa, dependendo de como o SPP está afetando o corpo.

 

Por isso, não desanime e converse com o seu médico ou fisioterapeuta a respeito. Lembre-se a Vida é mais do que uma doença, não permita que ela defina a sua Vida!

 

 

Trecho do "Manual sobre os Efeitos Atrasados ​​da Poliomielite para Médicos e Sobreviventes" da PHI.