Síndrome Pós Pólio​ - benefícios do fortalecimento muscular!

 

 

 

O fortalecimento muscular é uma das recomendações mais comuns para reabilitação de  pessoas com SPP, que lutam contra os sintomas. No entanto, historicamente, qualquer tipo de exercício já foi considerado ruim para pessoas com doenças neuromusculares (como distrofia muscular, síndrome pós-pólio, paralisia cerebral, etc.).

Este estigma tem sido difícil de superar. Desde então, a pesquisa mostrou que o exercício e a atividade física são exatamente o oposto - de grande benefício - para pessoas com doença neuromuscular.

 

Em 2010, Tiffreau e colegas publicaram um artigo revisando vários estudos que analisaram os programas de fortalecimento muscular como uma forma de melhorar os sintomas da pós-pólio, como fadiga, dor, sono, fraqueza muscular ou atrofia. Este artigo analisou 14 estudos diferentes publicados de 1988 a 2008.

 

 

 

Que tipos de programas de fortalecimento muscular foram estudados?

 

  • Treinamento Aeróbico - Aeróbico significa “com oxigênio” e é tipicamente um exercício de intensidade baixa ou moderada por períodos de tempo mais longos. Exemplos incluem andar de bicicleta, correr, pular corda, subir escadas e nadar. Nos estudos, andar de bicicleta e andar em uma esteira foram as formas mais comuns de treinamento aeróbico usado.
     
  • Fisioterapia Aquática - Também chamada de “hidroterapia”, é feita em água morna. Atividades diferentes podem ser realizadas: exercícios de equilíbrio, amplitude de movimento, força e condicionamento. Muitas vezes as atividades são conduzidas por um especialista.
     

Treinamento de Fortalecimento Muscular - Os estudos utilizaram exercícios resistivos progressivos não fatigantes para pessoas com pós-pólio. Um programa típico inclui a realização de um pequeno número de repetições até a fadiga, permitindo o descanso entre os exercícios para recuperação e aumentando a resistência à medida que aumenta a capacidade de gerar força. As atividades incluem levantar pesos, exercícios que usam o corpo como peso (flexões) ou usar pesos para resistência.
 

 

 

Os estudos revisados ​​normalmente mediam quão bem o programa funcionava observando a frequência cardíaca máxima dos participantes, uso de oxigênio, volume de músculo, pressão arterial, quantidade de peso sendo levantada, velocidade de caminhada ou uma medida de força (como a força de pressão manual). 

 

Alguns estudos analisaram a eletromiografia (EMG), que mede o potencial elétrico gerado pelas células nos músculos. Um fisioterapeuta pode dizer o quão saudável é um músculo particular pelos resultados EMG.  No geral, os estudos apoiaram os benefícios dos programas de treinamento muscular para pessoas com pós-pólio:

 

Principais melhorias foram encontradas na frequência cardíaca, aumento do uso de oxigênio, pressão arterial e redução da dor.
 

Nenhum efeito colateral adverso foi relatado para qualquer um dos estudos.
 

Programas de fortalecimento muscular devem se concentrar em grupos musculares que ainda estão trabalhando e sem dor.
 

Os programas devem ser individualizados, moderados e regularmente avaliados.
 

 Fonte: Centro de Pesquisa e Treinamento em Reabilitação (RRTC) sobre Envelhecimento com Deficiência Física (2011)