Osteoporose e Pólio!

 

A osteoporose é comum nos quadris de sobreviventes da pólio, especialmente aqueles com membros inferiores afetados pela pólio, portanto, é muito importante monitorar a densidade mineral óssea de ambos os quadris e fazer o tratamento adequado, para evitar fraturas de quadril!

 

A osteoporose é uma condição caracterizada pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a redução da massa e fragilidade ósseas. Os principais processos responsáveis pela osteoporose são a baixa aquisição de massa óssea durante a adolescência e a acelerada perda óssea após a sexta década de vida.

 

Ambos os processos são regulados por fatores genéticos e ambientais como deficiências hormonais, nutrição inadequada, redução nas atividades físicas, comorbidades e medicamentos.

 

Em decorrência da imobilidade do membro acometido pala SPP, estes pacientes têm aumento do risco de osteopenia e osteoporose. O diagnóstico é realizado pela evidência na densitometria de perda de massa óssea maior que -2,5 desvios padrões pelo score T (ajustado para sexo e raça) e valores entre -1 e -2,5 são definidores de osteopenia.

 

A última revisão da Cochrane da literatura médica sobre quedas em pessoas com mais de 65 anos de idade confirma que aproximadamente 30% caem a cada ano. Em contraste, a frequência de quedas em sobreviventes da pólio é significativamente maior.

 

Uma publicação de 2010 da Holanda relatou que 74% dos 305 sobreviventes da pólio sofreram pelo menos uma queda no ano anterior, com 60% relatando mais de uma queda.

 

Força muscular reduzida, fadigabilidade muscular relativamente rápida,  equilíbrio e marcha prejudicados são fatores de risco para quedas. Outros fatores de risco a serem avaliados nesta população são deficiência visual, tontura ao ficar em pé (por exemplo, devido à pressão arterial baixa) e a ingestão de certos medicamentos (por exemplo, psicotrópicos).

 

Os perigos ambientais em casa e o comportamento de risco por parte dos ocupantes devem ser avaliados, de preferência por um terapeuta ocupacional, quando  ocorreram quedas frequentes.

 

As revisões da literatura médica fornecem fortes evidências de que os programas de exercícios podem reduzir as taxas de queda em populações mais velhas, mas os exercícios com maior probabilidade de serem eficazes são aqueles que desafiam o equilíbrio.

 

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Esses exercícios envolvem ficar em pé com os pés juntos ou em uma perna enquanto pratica movimentos controlados que fortalecem os músculos centrais do tronco. O programa de exercícios específico precisará ser adaptado às capacidades de cada sobrevivente da pólio com direção de um fisioterapeuta que foi treinado ou tem experiência em planejar programas de exercícios apropriados para sobreviventes da pólio.

 

Foi demonstrado que a remoção ou modificação dos riscos ambientais em casa sob a direção de um terapeuta ocupacional previne quedas entre idosos. Terreno acidentado, superfícies inclinadas, vento e aglomerações no ambiente externo aumentam o risco de queda e por isso devem ser evitados.

 

Uma órtese que evita a queda do pé e estabiliza as articulações também contribui para a prevenção de quedas, assim como o uso de um andador com rodas em vez de uma bengala, pois os músculos ficam mais fracos.

 

Sobreviventes da pólio que moram sozinhos devem ser incentivados a usar alarmes pessoais, pois podem não conseguir se levantar após uma queda, mesmo na ausência de uma fratura óssea. Cópia das chaves da porta de entrada devem ficar com vizinhos amigos ou familiares próximos, para garantir acesso imediato quando a ajuda chegar.

 

Fonte:

PolioToday.org é publicado pelo Salk Institute for Biological Studies