SPP - Quais os medicamentos já testados?

 

Vários ensaios clínicos controlados foram realizados em relação a Síndrome Pós Pólio (SPP). Prednisona em altas doses, amantadina e modafinil não mostraram superioridade em relação ao placebo no controle da fadiga. 

 

A terapia com prednisona mostrou uma melhora de curta duração na força muscular, mas nenhuma melhora funcional significativa. 

 

A evidência para o benefício da terapia com piridostigmina permanece conflitante. Alguns estudos não identificaram nenhum benefício na função muscular, enquanto outros relataram uma ligeira melhora no desempenho da caminhada.

 

Dada a hipótese inflamatória e autoimune da patogênese da SPP, a imunoglobulina intravenosa tem sido extensivamente investigada por seus potenciais efeitos terapêuticos. Seu benefício em relação à dor, força muscular, funcionamento físico e qualidade de vida é inconsistente. Melhor controle da dor e vitalidade geral parecem ser o principal benefício do tratamento com imunoglobulina intravenosa (IVIg). 

 

Os principais indicadores de resposta ao IVIg incluem dor intensa, fadiga, idade <65 anos e paresia que afeta principalmente as extremidades inferiores. Os estudos são um tanto conflitantes quanto ao seu efeito na força muscular. Essas descobertas, no entanto, encorajam mais testes para estabelecer o alvo para o tratamento IVIg, intervalos de tratamento e otimização da dose. 

 

Um ensaio clínico com L-citrulina está em andamento para investigar seu efeito no metabolismo e na função muscular. Está na fase clínica  e provou ser benéfico nas distrofias musculares na melhora da resistência em exercícios aeróbicos e anaeróbicos. 

 

O manejo sintomático de sintomas não motores na SPP também traz benefícios consideráveis ​​para a qualidade de vida. 

 

SPP - Quais os Medicamentos já testados?

 

Síndrome das pernas inquietas em SPP muitas vezes responde a dopamina, como pramipexol. O uso de analgésicos e antidepressivos, como amitriptilina, duloxetina e codeína, pode diminuir o desconforto físico e melhorar o humor, mas precisa de monitoramento cuidadoso, pois pode piorar a fadiga e levar à falta de concentração. 

 

As reações adversas a certos agentes anestésicos estão bem documentadas na SPP. Fadiga, sonolência e fraqueza pós-anestésica são bem conhecidas, e desfechos fatais devido à parada respiratória também foram relatados. 

 

O diagnóstico de SPP precisa ser discutido cuidadosamente com os anestesiologistas, para que relaxantes musculares e anestésicos adequados possam ser usados, e os pacientes devem ser alertados sobre a possibilidade de uma fase pós-operatória prolongada.

 

 

 

Fonte:

Grupo de Neuroimagem Computacional, Unidade Acadêmica de Neurologia, Instituto de Ciências Biomédicas, Trinity College Dublin,  Irlanda.