Quando a Vontade fala mais alto....​

 

Tanni Gray-Thompson nasceu com espinha bífida e é cadeirante. Ela é uma das atletas com deficiência mais bem-sucedidas do Reino Unido. A carreira paraolímpica de Gray-Thompson começou nos 100m nos Jogos Nacionais de Juniores do País de Gales em 1984.

 

O que a motivou?

 

“Eu acredito que nenhuma pessoa é limitada!

A minha interpretação do Mundo é que quando as pessoas dizem a você, que não pode fazer... O que importa é o que você pensa a respeito!

 

Eu entendo como um desafio e que você precisa ser criativo e ignorar as pessoas que dizem que você não consegue fazer...

 

Quando eu escuto sobre limites, isso me leva a minha infância... Quando eu passei a usar cadeira de rodas devido a minha doença. E no conjunto de pessoas que falaram aos meus pais, as coisas que eu jamais conseguiria fazer em minha Vida, como por exemplo, ser uma atleta!

 

Mas, para mim, sempre foi sobre decidir o que eu queria fazer... E procurar a melhor forma de realizá-lo....

 

Eu tinha 16 anos quando fiquei paralisada... Isso foi acontecendo devagar, minha espinha entrou em colapso... Mas eu nunca perdi um dia na escola...Não havia dor, eu simplesmente fui perdendo a capacidade de realizar as coisas... Considero isso positivo.. Pois desde jovem os limites que as outras pessoas colocavam em mim... Eu simplesmente os ignorava....

 

Na minha mente eu entendia que tinha a chance de fazer tudo aquilo que queria... E que nada iria me parar... Eu queria mostrar que poderia usar uma cadeira de rodas e ser uma atleta mesmo assim!

 

Por 10 anos eu competi com pessoas que me diziam... Mas você consegue treinar? E eu dizia SIM!!!

 

Parte disso era um desafio sobre como vencer minhas limitações... Ou seja, o fato de ser uma cadeirante, não significava que eu não conseguiria...

 

Ao longo de minha carreira, ganhei um total de 16 medalhas paraolímpicas , incluindo 11 de ouro, mais de 30 recordes mundiais e venci a Maratona de Londres seis vezes entre 1992 e 2002.

 

Sinto que é muito importante encorajar outras pessoas a refletir sobre os  limites que outros colocaram sobre a Vida delas... E sempre digo... Se você quer alguma coisa, você tem que tentar, não pode ter medo de tentar... Porque se você ficar com medo de tentar, nunca saberá do que realmente é capaz!

 

Eu acredito que as pessoas podem se esforçar para vencer os seus limites.... Na verdade quem coloca os limites? Qual a sua história? Reflita sobre isso...” – Tanni G. Thompson

 

Os Sobreviventes da Pólio passaram também por tudo isso! Se esforçaram para ter uma Vida normal, ter autonomia e agora se deparam com aquele que considero o seu maior desafio: “Enfrentar a Síndrome Pós Pólio!”.


 

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Todo o histórico dos sobreviventes da Pólio, dizem com certeza, em relação a superação de limites, mas, e agora, o que fazer....? Será diferente?


 

Ouso dizer, que não! É enfrentar os limites, só que de uma forma diferente do passado!

 

No passado usamos, força de vontade, determinação, forçamos nosso corpo físico a dar o seu máximo... Agora, temos que usar a nossa força mental, compreender a doença e elaborar formas criativas e inovadoras de como lidar com os novos limites...

 

Aprender a usar assessórios  como bengala, órteses, cadeira de rodas, que facilitam a Vida e poupam energia. E aprender a desenvolver bons relacionamentos pois em algum momento podemos precisar de ajuda...

 

Será que isso nos torna incapazes? Vamos permitir que a doença torne a nossa Vida deficiente? Será esse o nosso destino? Ou podemos novamente reescrever a nossa história?

 

O que acha....?

 

Fonte: 

http://www.tanni.co.uk/, #NoHumanIsLimited