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SPP Avanço tratamento da dor

SPP – Avanços no Tratamento da Dor!

Baseado na palestra da Dra. Juliana Hierro – III Simpósio Doenças Raras e Síndrome Pós Pólio Brasil–Portugal de 2025.

A dor é uma das queixas mais frequentes entre sobreviventes da poliomielite e aparece muitas vezes como dor crônica, interferindo no sono, na locomoção, no lazer, no trabalho e na qualidade de vida. A boa notícia é que os avanços no tratamento, especialmente para a dor de origem mecânica, estão trazendo resultados rápidos e eficazes.

A seguir, um resumo prático do que realmente importa para você.

Compreendendo a Dor na SPP (Síndrome Pós Pólio)

A dor não é “imaginação” nem algo “normal da idade”. Ela é um alerta do corpo.
Na SPP, os tipos mais comuns são:

Dor nociceptiva mecânica (a mais frequente)

É causada por movimentos, postura ou sobrecarga nas articulações e músculos que, ao longo da vida, compensaram as sequelas da pólio.

Características:

  • Dor que vai e volta (intermitente)
  • Travamento ao acordar
  • Piora com alguns movimentos
  • Formigamento ou dormência podem aparecer
  • Anti-inflamatórios e relaxantes não funcionam, pois não é uma dor química

Essa é a dor que mais responde ao novo método apresentado no simpósio.

O Problema dos Tratamentos Antigos

Segundo os dados do ambulatório da UNIFESP:

  • Mais de 75% dos pacientes tentaram vários medicamentos sem resultado
  • Cerca de 74% fizeram fisioterapia clássica sem melhora duradoura
  • Massagem, ventosa, gelo, calor e até acupuntura ajudam, mas não tratam a causa

Por quê?
Porque a dor mecânica não melhora com alongamento, remédios ou técnicas superficiais.

O motivo é simples:
Se o nervo está preso ou comprimido, é preciso liberá-lo.

O Novo Método: LIN – Liberação de Nervo e Coluna

Criado pela equipe da UNIFESP, o método LIN combina conhecimentos de FCR, RPG, Mulligan, Maitland e outras técnicas modernas.
É focado especialmente em doenças neuromusculares, como a Síndrome Pós Pólio (SPP).

Como funciona?

  1. Avaliação completa
    • Anamnese
    • Testes de movimento específicos
    • Identificação do movimento exato que libera o nervo afetado
  2. Movimento correto = melhora imediata
    • Muitos pacientes melhoram na primeira sessão
    • Dor reduzida e mobilidade aumentada rapidamente
    • Resultados entre 50% e 100% de melhora em 66% dos atendimentos
  3. Tratamento em casa por 15 dias
    • Movimentos simples
    • Sem dor
    • Feitos várias vezes ao dia
  4. Retorno após 15 dias
    • Ajuste do movimento
    • Se necessário, inclusão de carga ou nova técnica
  5. Após 1 mês
    • Retorno às atividades físicas prazerosas e adaptadas

O que NÃO deve ser feito:

  • Alongar a região dolorida (piora a compressão do nervo)
  • Forçar exercícios sem orientação
  • Acreditar que “é normal sentir dor”

Por que esse método funciona tão rapidamente?

Porque ele vai direto à causa da dor, trabalhando a liberação do nervo preso.
Quando o nervo volta a deslizar livremente:

  • A dor diminui
  • O movimento retorna
  • A força melhora
  • Os formigamentos reduzem
  • A postura se reorganiza naturalmente

Os resultados mostraram pacientes que:

  • De dor intensa passaram a zero dor imediatamente
  • Recuperaram amplitude completa de movimentos
  • Voltaram a caminhar com mais segurança
  • Relataram melhora na autoestima e disposição

O que você pode fazer agora?

Aqui está um plano simples e prático:

Avalie sua dor

Se ela é intermitente, piora com movimento, não melhora com remédio e já dura meses/anos, provavelmente é dor mecânica.

Evite alongar regiões doloridas

Alongamento pode piorar quando há compressão neural.

Busque avaliação com profissional treinado no método LIN

É fundamental identificar o movimento certo para o seu caso.

Cuide do que influencia a dor

A equipe reforça que dor não é apenas física:

  • Sono ruim aumenta a dor
  • Estresse, ansiedade e depressão agravam a sensibilidade
  • Alimentação inflamatória piora o quadro

Fortaleça as bases:

  • Sono regular
  • Alimentos naturais, pouca gordura e açúcar
  • Acompanhamento psicológico quando necessário

Mantenha atividade física adaptada

Após liberação da dor mecânica, mover o corpo é essencial para evitar recidivas.

A Melhor Notícia

O avanço mais importante é este: a dor da SPP tem tratamento — e pode melhorar rapidamente.

Pacientes que sofreram por 10, 20 e até 40 anos relataram alívio após as primeiras sessões quando receberam o movimento correto. Isso devolve autonomia, autoestima e qualidade de vida.

Conclusão

A dor não precisa ser sua companheira diária. Com avaliação adequada, movimentos precisos e um olhar atual da fisioterapia para doenças neuromusculares, é possível reduzir dor, recuperar movimento e viver com mais leveza.

Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=5wSi_VFMoQs&list=PL1ubl4u48nG2k3ymqPMyVU1HQJuDEeV90&index=8

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