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	<title>Arquivos História Sobreviventes - Instituto Giorgio Nicoli</title>
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	<description>Pólio e Pós-Pólio: Acredite na vida</description>
	<lastBuildDate>Mon, 21 Sep 2026 17:15:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
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		<title>A geração que venceu a pólio!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/a-geracao-que-venceu-a-polio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:24:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento e Rede de Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma geração que aprendeu muito cedo que a vida nem sempre segue o caminho esperado. Uma geração que conheceu hospitais, aparelhos, reabilitação e desafios diários quando ainda era criança. Uma geração que precisou descobrir, muitas vezes sozinha, como seguir em frente. Essa geração é a dos sobreviventes da poliomielite. Recentemente, o mundo se despediu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Existe uma geração que aprendeu muito cedo que a vida nem sempre segue o caminho esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma geração que conheceu hospitais, aparelhos, reabilitação e desafios diários quando ainda era criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma geração que precisou descobrir, muitas vezes sozinha, como seguir em frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa geração é a dos sobreviventes da poliomielite.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, o mundo se despediu de Martha Ann Lillard, uma mulher que viveu mais de 70 anos utilizando um pulmão de aço. Sua história emocionou milhões de pessoas porque representa uma época em que a poliomielite mudava destinos e colocava famílias inteiras diante da incerteza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas Martha não foi uma exceção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela simboliza milhares de homens e mulheres que transformaram limitações em coragem. Pessoas que estudaram, trabalharam, constituíram famílias, construíram carreiras e encontraram formas de viver plenamente, mesmo carregando sequelas que poucos conseguem imaginar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, muitos desses sobreviventes enfrentam um novo desafio: a Síndrome Pós Pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É natural que, diante do aumento da fadiga, das dores e da perda gradual de força, surjam dúvidas e inseguranças. Mas é importante lembrar uma verdade que a própria história demonstra:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vocês já venceram desafios que pareciam impossíveis.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O corpo pode pedir novos cuidados, novos limites e novas estratégias, mas a capacidade de adaptação continua sendo uma das maiores marcas de quem sobreviveu à pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cada sobrevivente carrega uma história que merece ser contada.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não apenas pelo que enfrentou, mas pelo exemplo que oferece às novas gerações: o de que a verdadeira força não está na ausência de dificuldades, e sim na capacidade de continuar vivendo com esperança, dignidade e propósito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que a história de Martha nos lembre de algo essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pólio deixou marcas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas também revelou pessoas extraordinárias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E entre elas estão vocês.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-nc-news wp-block-embed-nc-news"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="I19UlUd6qM"><a href="https://ncnews.com.br/2026/07/12/contraiu-poliomielite-na-infancia-e-viveu-mais-de-70-anos-em-um-pulmao-de-aco-historia-emociona-o-mundo/">Contraiu poliomielite na infância e viveu mais de 70 anos em um pulmão de aço; história emociona o mundo</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Contraiu poliomielite na infância e viveu mais de 70 anos em um pulmão de aço; história emociona o mundo” — NC News" src="https://ncnews.com.br/2026/07/12/contraiu-poliomielite-na-infancia-e-viveu-mais-de-70-anos-em-um-pulmao-de-aco-historia-emociona-o-mundo/embed/#?secret=BlfNwsBVEq#?secret=I19UlUd6qM" data-secret="I19UlUd6qM" width="600" height="338"  marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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			</item>
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		<title>Era apenas uma gripe de verão&#8230;</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/era-apenas-uma-gripe-de-verao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 17:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento e Rede de Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história que mostra por que nunca devemos ignorar os sinais da Síndrome Pós Pólio. Ela cresceu ouvindo que tinha um &#8220;pé engraçado&#8221;. Ninguém ria. Mas também ninguém entendia o verdadeiro motivo. Quando tinha apenas dois anos de idade, uma forte &#8220;gripe de verão&#8221; marcou sua infância. Alguns anos depois, aos 12 anos, um médico&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A história que mostra por que nunca devemos ignorar os sinais da Síndrome Pós Pólio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela cresceu ouvindo que tinha um &#8220;pé engraçado&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguém ria. Mas também ninguém entendia o verdadeiro motivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando tinha apenas dois anos de idade, uma forte &#8220;gripe de verão&#8221; marcou sua infância. Alguns anos depois, aos 12 anos, um médico observou seu pé esquerdo e fez uma afirmação que mudaria sua vida:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Este é um pé de poliomielite.&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquela época, acreditava-se que muitas &#8220;gripes de verão&#8221; eram, na verdade, formas leves ou inaparentes da poliomielite. Como ela não apresentou uma paralisia evidente, o assunto foi praticamente esquecido pela família. Afinal, ela havia se recuperado rapidamente e seguiu sua vida normalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o vírus não havia ido embora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o passado volta décadas depois</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na vida adulta começaram a surgir sintomas que pareciam não ter explicação:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fraqueza muscular;</li>



<li>espasmos;</li>



<li>contrações involuntárias;</li>



<li>falta de ar;</li>



<li>quedas frequentes;</li>



<li>dores intensas;</li>



<li>dificuldade para caminhar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Vieram então anos de consultas médicas, exames, diagnósticos equivocados e muita insegurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela foi investigada para esclerose múltipla, tumores cerebrais e outras doenças neurológicas. Em uma das consultas, chegou a ouvir que um caso &#8220;leve&#8221; de poliomielite jamais poderia provocar tantos problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas seu corpo dizia exatamente o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem sempre a resposta aparece no primeiro exame</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua busca por respostas, realizou diferentes eletroneuromiografias (EMG). Algumas foram interpretadas como normais, aumentando ainda mais sua angústia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente anos depois encontrou profissionais experientes em Síndrome Pós-Pólio que compreenderam algo fundamental:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>o exame de eletroneuromiografia em sobreviventes da poliomielite exige conhecimento específico para ser corretamente interpretado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico finalmente foi confirmado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não era imaginação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não era exagero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era a Síndrome Pós-Pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O verdadeiro início da recuperação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente, o diagnóstico não representou o fim da história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o começo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ingressar em um programa especializado em Pós-Pólio, ela aprendeu estratégias que mudaram completamente sua qualidade de vida:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>conservação de energia;</li>



<li>fisioterapia específica;</li>



<li>terapia ocupacional;</li>



<li>postura adequada;</li>



<li>uso correto de órteses;</li>



<li>redução da sobrecarga física;</li>



<li>alongamentos suaves;</li>



<li>adaptação das atividades do dia a dia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Também compreendeu a importância de informar sempre seu histórico de poliomielite antes de qualquer cirurgia ou anestesia, devido aos riscos conhecidos em sobreviventes da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Transformando dor em propósito</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de tantos anos convivendo com dúvidas, sofrimento e incompreensão, ela decidiu transformar sua experiência em ajuda para outras pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundou uma rede de apoio para sobreviventes da poliomielite, que mais tarde evoluiu para uma organização internacional dedicada a informar, acolher e defender pessoas afetadas pela doença em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua história mostra que o conhecimento pode mudar vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que essa história ensina aos sobreviventes da pólio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência dessa sobrevivente traz lições importantes para todos que convivem com a Síndrome Pós-Pólio:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Nem toda poliomielite deixou paralisias evidentes.</strong><br>Casos leves ou chamados de &#8220;inaparentes&#8221; também podem apresentar consequências décadas depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. O diagnóstico correto faz diferença.</strong><br>Fraqueza, fadiga e dor nem sempre significam envelhecimento normal. Procurar profissionais com experiência em Síndrome Pós-Pólio pode evitar anos de sofrimento e diagnósticos equivocados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. A conservação de energia é parte do tratamento.</strong><br>Aprender a respeitar os limites do corpo não significa desistir da vida. Significa preservar a autonomia por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Você não está sozinho.</strong><br>Assim como essa sobrevivente encontrou apoio em uma comunidade especializada, milhares de pessoas ao redor do mundo compartilham experiências semelhantes. A troca de informações e o apoio entre sobreviventes fazem toda a diferença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mensagem de esperança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, mais de vinte anos após o diagnóstico, ela continua convivendo com a Síndrome Pós-Pólio. Utiliza órteses, cadeira motorizada para longas distâncias, faz fisioterapia regularmente e aprendeu a adaptar sua rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua maior conquista, porém, não foi apenas controlar os sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi transformar uma história de dúvidas em uma fonte de esperança para milhares de sobreviventes da poliomielite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque conhecer a doença é o primeiro passo para conviver melhor com ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E compartilhar experiências pode ajudar outras pessoas a encontrarem respostas muito mais cedo do que ela encontrou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://polionetwork.org/archive/jd118y86r8bg45b5l4snqnt4vy55dk">https://polionetwork.org/archive/jd118y86r8bg45b5l4snqnt4vy55dk</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eu Sou Capaz!”</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/eu-sou-capaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 15:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento e Rede de Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A emocionante história de superação de uma sobrevivente da pólio que venceu a discriminação, a dor e os limites físicos Enquanto muitas pessoas acreditam que a poliomielite ficou no passado, milhões de sobreviventes ao redor do mundo continuam enfrentando diariamente os impactos físicos, emocionais e sociais deixados pela doença. Mas algumas histórias conseguem ir além&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A emocionante história de superação de uma sobrevivente da pólio que venceu a discriminação, a dor e os limites físicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto muitas pessoas acreditam que a poliomielite ficou no passado, milhões de sobreviventes ao redor do mundo continuam enfrentando diariamente os impactos físicos, emocionais e sociais deixados pela doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas algumas histórias conseguem ir além da dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas se transformam em símbolos de coragem, perseverança e esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória de Sefakor Pomeyie é uma dessas histórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma infância marcada pela pólio e pela discriminação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sefakor nasceu em Gana, na África, e contraiu poliomielite em 1975, aos oito anos de idade, mesmo tendo sido vacinada. Mais tarde, descobriu-se que a vacina aplicada estava vencida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença deixou uma de suas pernas completamente paralisada e a outra severamente enfraquecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante parte da infância, ela precisou rastejar ou ser carregada pela mãe para conseguir se locomover.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as dificuldades físicas eram apenas parte da batalha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na comunidade onde vivia, a deficiência era vista como uma “maldição de Deus”. O preconceito era tão forte que seu próprio pai, incapaz de suportar a vergonha social, abandonou a esposa e a filha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda criança, Sefakor aprendeu uma realidade dura que muitos sobreviventes da pólio conhecem profundamente:<br>a maior dor nem sempre vem do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes, ela vem do olhar da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mãe que se recusou a desistir</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se hoje Sefakor se tornou professora universitária e referência internacional em inclusão, muito disso começou com a força silenciosa de sua mãe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo extremamente pobre, ela nunca permitiu que a filha acreditasse ser incapaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os dias repetia:<br>“Se você quiser alcançar o mundo, precisará da educação.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, carregava a filha nas costas até a escola. Depois, quando isso se tornou impossível, contratou alguém para levá-la de scooter.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem acessibilidade, sem estrutura e sem apoio, Sefakor precisava engatinhar pela escola antes de conseguir aparelhos ortopédicos e muletas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela sofreu bullying. Caiu inúmeras vezes. Quebrou ossos. Subiu escadas engatinhando para conseguir assistir às aulas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, nunca desistiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A educação se transformou em liberdade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todas as limitações, Sefakor destacou-se nos estudos pela inteligência e dedicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conquistou vaga em uma escola de prestígio e posteriormente formou-se professora de francês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tarde, ingressou na Universidade de Cape Coast, uma das mais importantes de Gana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas novamente a falta de acessibilidade apareceu como obstáculo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu dormitório ficava no terceiro andar. Muitas salas exigiam subir longos lances de escada. As quedas continuavam acontecendo. Em uma delas, machucou gravemente sua perna considerada “boa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, ela persistiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque para quem convive com a pólio, cada conquista costuma exigir muito mais esforço do que o mundo imagina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a dor pessoal se transforma em missão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o agravamento das limitações físicas, Sefakor precisou deixar a sala de aula tradicional e passou a trabalhar no Departamento de Educação do Distrito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi ali que sua história começou a mudar a vida de outras pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela passou a orientar estudantes com deficiência, ajudando-os a buscar oportunidades, enfrentar preconceitos e acreditar em si mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher que um dia precisou ser carregada nos braços tornou-se símbolo de esperança para outras pessoas com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A vida ainda lhe reservaria perdas profundas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante uma gravidez complicada de gêmeos, Sefakor desenvolveu eclâmpsia, entrou em coma e chegou a ser declarada morta após uma cesariana de emergência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milagrosamente, despertou dois dias depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anos mais tarde, enfrentaria outra tragédia:<br>a perda inesperada de sua filha ainda pequena, após uma febre intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo mergulhada na dor, ela decidiu continuar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque algumas pessoas descobrem que perseverar não significa ausência de sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significa continuar apesar dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De menina carregada no colo a professora universitária nos Estados Unidos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2010, Sefakor conquistou uma bolsa internacional de estudos nos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluiu mestrado e posteriormente doutorado na Universidade de Vermont.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, atua como professora universitária em Vermont e no St. Michael&#8217;s College.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua trajetória atravessou:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>pobreza;</li>



<li>deficiência;</li>



<li>preconceito;</li>



<li>abandono;</li>



<li>dor física;</li>



<li>perdas familiares;</li>



<li>inúmeras quedas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ela nunca deixou que a pólio definisse os limites da sua existência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Desistir nunca passou pela minha cabeça”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das frases mais emocionantes de sua história resume tudo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Minha vida foi difícil. Começando como uma menina carregada nas costas da minha mãe para ir à escola (&#8230;) Não foi fácil, mas desistir nunca passou pela minha cabeça.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mensagem para os sobreviventes da pólio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A história de Sefakor não fala apenas sobre deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela fala sobre dignidade humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre continuar mesmo quando o corpo dói.<br>Mesmo quando o mundo desacredita.<br>Mesmo quando a vida parece pesada demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez essa seja uma das maiores lições para os sobreviventes da pólio:</p>



<p class="wp-block-paragraph">As limitações podem mudar caminhos.<br>Mas não são capazes de apagar sonhos, inteligência, sensibilidade ou propósito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, às vezes, as pessoas que mais sofreram são justamente as que desenvolvem a força mais profunda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://polionetwork.org/archive/8ec6s0agg804c7woj2skn52k9pbqwe">https://polionetwork.org/archive/8ec6s0agg804c7woj2skn52k9pbqwe</a></p>
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			</item>
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		<title>SPP &#8211; Superar é uma Decisão Diária!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/spp-superar-e-uma-decisao-diaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 14:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Fraqueza]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento e Rede de Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Superar sempre é possível.” Mas vamos ser honestos… Para quem sobreviveu à poliomielite,superação não é frase bonita.É rotina. É acordar com o corpo diferente todos os dias.É negociar com a dor.É adaptar o que antes era simples.É continuar — mesmo quando ninguém está vendo. O que ninguém te conta sobre superação Muitos imaginam a superação&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“Superar sempre é possível.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas vamos ser honestos…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem sobreviveu à poliomielite,<br>superação não é frase bonita.<br>É rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É acordar com o corpo diferente todos os dias.<br>É negociar com a dor.<br>É adaptar o que antes era simples.<br>É continuar — mesmo quando ninguém está vendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que ninguém te conta sobre superação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos imaginam a superação como algo grandioso.<br>Um momento épico.<br>Uma virada definitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, na vida real, ela acontece assim:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Levantar mesmo sem vontade</li>



<li>Adaptar o jeito de fazer — sem desistir</li>



<li>Respeitar limites sem se entregar a eles</li>



<li>Recomeçar… quantas vezes for preciso</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Superação não é ausência de dificuldade.<br>É <strong>movimento apesar dela</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplos reais que provam isso</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A história mostra algo poderoso:<br>não existe um único jeito de superar.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas que aprenderam a <strong>andar novamente</strong></li>



<li>Outras que criaram novas formas de trabalhar e viver</li>



<li>Algumas que transformaram limitações em talento</li>



<li>E muitas que simplesmente <strong>seguiram — um dia de cada vez</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Wilma Rudolph, por exemplo, não apenas voltou a andar…<br>ela se tornou campeã olímpica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frida Kahlo transformou dor em arte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Franklin Roosevelt liderou uma nação mesmo com limitações físicas severas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles não eram “mais fortes”.<br>Eles foram <strong>constantes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Superação na prática: o que realmente funciona</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se existe um caminho real para quem vive com as sequelas da pólio, ele passa por três atitudes simples — mas poderosas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aceite a realidade — sem se definir por ela</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Negar cansa.<br>Aceitar liberta energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você não é a limitação.<br>Você é quem aprende a viver com ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Adapte — não insista no mesmo caminho</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O corpo muda.<br>A estratégia também precisa mudar.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ajuste sua rotina</li>



<li>Planeje seus movimentos</li>



<li>Use recursos e apoios sem culpa</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Adaptar não é fraqueza.<br>É inteligência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Proteja sua energia como prioridade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo está mais acelerado, mais pesado, mais exigente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para quem já vive um desafio físico…<br>isso pesa ainda mais.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Evite excesso de esforço</li>



<li>Filtre informações negativas</li>



<li>Respeite seus ciclos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidar da energia <strong>é sobrevivência estratégica</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A maior verdade sobre superação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você não precisa vencer todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas precisa escolher não desistir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo cansado.<br>Mesmo limitado.<br>Mesmo sem aplauso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque no final…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Superação não é sobre fazer mais.<br>É sobre <strong>continuar sendo você — apesar de tudo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você chegou até aqui, já superou mais do que imagina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez ninguém veja isso.<br>Mas seu corpo sabe.<br>Sua história sabe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E isso… já é força!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.starsinsider.com/br/celebridades/505261/pessoas-famosas-que-sobreviveram-a-poliomielite-quem-e-o-brasileiro">https://www.starsinsider.com/br/celebridades/505261/pessoas-famosas-que-sobreviveram-a-poliomielite-quem-e-o-brasileiro</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/spp-superar-e-uma-decisao-diaria/">SPP &#8211; Superar é uma Decisão Diária!</a> apareceu primeiro em <a href="https://institutogiorgionicoli.org.br">Instituto Giorgio Nicoli</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Pólio &#8211; Quando o mundo limita… mas você não aceita!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/polio-quando-o-mundo-limita-mas-voce-nao-aceita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 14:27:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento e Rede de Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas histórias não são sobre superação…são sobre resistência. Silenciosa.Constante.Diária. Essa é a história de Rosilei —e, de alguma forma, pode ser a sua também. Quando o mundo limita… mas você não aceita Desde as primeiras semanas de vida,a poliomielite já havia deixado marcas. Dificuldade para andar.Tratamentos constantes.Olhares de julgamento. Mas havia algo que nunca foi&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Algumas histórias não são sobre superação…<br>são sobre resistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silenciosa.<br>Constante.<br>Diária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a história de Rosilei —<br>e, de alguma forma, pode ser a sua também.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o mundo limita… mas você não aceita</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde as primeiras semanas de vida,<br>a poliomielite já havia deixado marcas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dificuldade para andar.<br>Tratamentos constantes.<br>Olhares de julgamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas havia algo que nunca foi comprometido:</p>



<p class="wp-block-paragraph">👉 <strong>A sua capacidade de viver.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu só tenho dificuldade para andar, mas não tenho problemas mentais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma frase simples.<br>Mas que carrega uma verdade que muitos ainda não entendem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O maior desafio não é físico!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É o preconceito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É quando as pessoas confundem limitação física com incapacidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É quando você precisa provar — todos os dias —<br>que é capaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E Rosilei provou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ela trabalhou. Conquistou. Se sustentou.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 21 anos, entrou no mercado de trabalho.<br>E fez o que muitos duvidavam que ela conseguiria:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Trabalhou com responsabilidade</li>



<li>Construiu independência</li>



<li>Ganhou respeito</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“Trabalhei cinco anos com carteira assinada e sempre fiz tudo com honestidade.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para muitos, isso é normal.<br>Para quem vive com sequelas da pólio…<br>isso é conquista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas a pólio não termina na infância</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, o corpo cobra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As dores aumentam.<br>A mobilidade diminui.<br>As limitações se intensificam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cirurgias vieram.<br>Complicações também.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E houve momentos em que tudo parecia incerto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ela não parou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu lutei, batalhei e fui conseguindo, nunca deixei de acreditar.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a vida muda… você se adapta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A aposentadoria veio cedo.<br>Não por escolha.<br>Mas por necessidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aqui está uma das maiores lições:</p>



<p class="wp-block-paragraph">👉 Parar de trabalhar não é parar de viver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela seguiu.<br>Se manteve ativa.<br>Presente.<br>Participando da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E então… veio o maior desafio (e a maior conquista)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A maternidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma gravidez de risco.<br>Com problemas cardíacos.<br>Exigindo cuidado extremo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, mais uma vez…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela escolheu enfrentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A minha filha é a minha maior riqueza.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">E naquele momento, tudo fez sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que a história dela nos ensina?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa não é apenas uma história bonita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um espelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque a verdade é:</p>



<p class="wp-block-paragraph">👉 Você também luta todos os dias<br>👉 Você também já enfrentou limites<br>👉 Você também já teve que se reinventar</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez ninguém veja isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas isso não diminui o que você é.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 verdades que você precisa lembrar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Seu valor não está no seu corpo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Está na sua consciência, na sua atitude, na sua persistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. A pólio não define sua vida</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela influencia.<br>Mas não determina quem você se torna.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Sua história ainda está sendo construída</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com limitações.<br>Mesmo com desafios.<br>Mesmo com cansaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rosilei não venceu a pólio. Ela aprendeu a viver apesar dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E isso…<br>é muito mais poderoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque no fim, não é sobre ter uma vida perfeita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É sobre ter uma vida real.<br>Com luta.<br>Com adaptação.<br>Com significado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, principalmente:</p>



<p class="wp-block-paragraph">👉 <strong>Com dignidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fonte:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://sentineladooeste.com.br/noticia/10794/superacao-marca-a-trajetoria-de-rosilei-moro">https://sentineladooeste.com.br/noticia/10794/superacao-marca-a-trajetoria-de-rosilei-moro</a></p>
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		<title>Você sobreviveu e continua!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/voce-sobreviveu-e-continua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 11:56:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento e Rede de Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo baseado em relato de uma sobrevivente da Pólio! A poliomielite não termina quando a febre passa.Não termina quando você volta a andar.Não termina quando o mundo acha que “já passou”. Para muitos… ela continua. Silenciosa.Lenta.Mas presente. Uma infância que ninguém deveria viver! Imagine ter 6 anos. Separado da família.Sem entender o que está acontecendo.Sem&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Artigo baseado em relato de uma sobrevivente da Pólio!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A poliomielite não termina quando a febre passa.<br>Não termina quando você volta a andar.<br>Não termina quando o mundo acha que “já passou”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para muitos… ela continua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Silenciosa.<br>Lenta.<br>Mas presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma infância que ninguém deveria viver!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine ter 6 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Separado da família.<br>Sem entender o que está acontecendo.<br>Sem saber se vai voltar a andar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi assim que tudo começou para muitos sobreviventes da pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hospitais frios.<br>Visitas limitadas.<br>Solidão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Eu me sentia abandonada.”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa frase não é apenas memória…<br>é marca emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A força que nasce na dor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A reabilitação não foi simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram meses… anos… tentando reaprender o básico:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mexer as pernas</li>



<li>Ficar de pé</li>



<li>Caminhar</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">E mesmo quando o corpo não respondia…</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>alguém acreditava.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fisioterapeutas.<br>Cuidadores.<br>Profissionais que, com paciência, ajudaram a reconstruir o impossível.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As cicatrizes que ninguém vê</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todas as marcas são físicas.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O isolamento</li>



<li>O bullying</li>



<li>A sensação de ser diferente</li>



<li>A vergonha</li>



<li>A luta silenciosa para se encaixar</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas dores não aparecem em exames…<br>mas moldam quem você se torna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, paradoxalmente, também criam algo poderoso:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>resiliência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A ilusão da cura</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos acreditaram:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu venci a pólio.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltaram a andar.<br>Voltaram à vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas anos depois… décadas depois…</p>



<p class="wp-block-paragraph">algo mudou.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fraqueza voltou</li>



<li>Cansaço aumentou</li>



<li>O corpo começou a dar sinais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pólio não tinha ido embora&#8230;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O preço de ter sido forte demais!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante anos, muitos sobreviveram assim:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>compensando com os músculos “bons”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o tempo cobra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E esses músculos, sobrecarregados por décadas…<br>começam a falhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A força de ontem pode se transformar na fadiga de hoje.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E mesmo assim… você seguiu</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com limitações.<br>Mesmo com dor.<br>Mesmo com medo do futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você construiu uma vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Família.<br>História.<br>Identidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não é pouco.<br>Isso é extraordinário!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que realmente sustenta um sobrevivente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não foi só tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Apoio</li>



<li>Comunidade</li>



<li>Amizades</li>



<li>Pequenos momentos de alegria</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A conexão com outras pessoas faz diferença real na forma de viver com a pólio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma nova forma de olhar para sua história</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você não tenha sido “curado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você tenha sido algo muito maior:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>transformado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pólio não definiu você.<br>Mas participou da sua construção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E hoje, cada passo — mesmo mais lento —<br>carrega uma história de superação que poucos compreendem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se hoje você sente que o corpo mudou…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a força não é mais a mesma…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o futuro parece incerto…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Você já enfrentou o pior.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E continua aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De pé.<br>Adaptando.<br>Aprendendo.<br>Seguindo&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.poliosa.org.au/news/2016/8/30/my-life-with-polio-by-ann-jordan">https://www.poliosa.org.au/news/2016/8/30/my-life-with-polio-by-ann-jordan</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sobrevivi a mais de 106 cirurgias e continuo aqui!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/sobrevivi-a-mais-de-106-cirurgias-e-continuo-aqui/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento e Rede de Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://institutogiorgionicoli.org.br/?p=6553</guid>

					<description><![CDATA[<p>Eu sobrevivi a mais de 106 cirurgias ao longo de 77 anos. A maioria delas para corrigir as marcas deixadas pela poliomielite que contraí aos dois anos de idade. Minha história não começa na dor.Começa na sobrevivência. Nasci na Indonésia, filha de pais holandeses. Aos nove anos, precisei fugir de uma revolução. Dois anos depois,&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Eu sobrevivi a mais de <strong>106 cirurgias</strong> ao longo de 77 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria delas para corrigir as marcas deixadas pela poliomielite que contraí aos dois anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Minha história não começa na dor.<br>Começa na sobrevivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nasci na Indonésia, filha de pais holandeses. Aos nove anos, precisei fugir de uma revolução. Dois anos depois, imigramos para a Califórnia em busca de algo que muitos sobreviventes conhecem bem: <strong>tratamento, esperança e um pouco mais de futuro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pólio nunca foi apenas uma doença</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela foi cirurgia após cirurgia.<br>Muletas por anos.<br>Uma perna ortopédica.<br>Depois a cadeira de rodas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1986, aos 38 anos, passei a usá-la permanentemente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o corpo continuou pagando o preço:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Braços desgastados por empurrar a cadeira.</li>



<li>Cotovelo sem cartilagem.</li>



<li>Artrodese extensa da coluna, de C2 a S1.</li>



<li>Dor constante no pescoço.</li>



<li>Analgésicos fortes como parte da rotina.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quem vive a pólio entende:<br>não é apenas fraqueza muscular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É adaptação contínua.<br>É o luto silencioso por cada função perdida.<br>É assistir o próprio corpo mudar ano após ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E ainda assim… a vida aconteceu</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Casei aos vinte anos com meu melhor amigo.<br>Estamos juntos há 57 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos três filhos, quatro netos e uma bisneta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viajei pelos Estados Unidos e Europa.<br>Conheci culturas, pessoas, histórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, precisei comprar uma van adaptada.<br>Sim, o seguro não cobre tudo.<br>Sim, precisei aprender a pedir ajuda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, aos 77 anos, não consigo mais me vestir sozinha, tomar banho ou cozinhar. Preciso de cuidadora. Tenho ajuda de amigos. Tenho uma faxineira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não estou feliz com essas limitações. Mas estou viva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E continuo escolhendo viver.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que realmente me sustentou?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não foi a ausência de dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi a atitude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meus pais me ensinaram a ser positiva.<br>Meu marido esteve ao meu lado todos os dias.<br>Meus filhos me apoiaram.<br>Meus amigos cozinham para mim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu não sobrevivi sozinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobrevivi porque aprendi que vulnerabilidade não é fracasso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A verdade que poucos dizem</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A poliomielite é cruel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela não termina na infância.<br>Ela cobra ao longo da vida.<br>Ela desgasta articulações, coluna, energia, autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu não desejaria essa doença a ninguém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a vacina estivesse disponível quando eu era criança, talvez minha história tivesse sido diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso digo, com a autoridade de quem viveu 77 anos com as consequências:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sou totalmente a favor da vacinação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para você, sobrevivente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez você não tenha passado por 106 cirurgias.<br>Talvez tenha passado por menos.<br>Ou por mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez esteja enfrentando agora a Síndrome Pós-Pólio.<br>Talvez esteja lidando com novas perdas funcionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas existe algo que a pólio nunca conseguiu destruir:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sua capacidade de continuar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode perder força.<br>Pode perder mobilidade.<br>Pode precisar de ajuda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não perde sua história.<br>Não perde seu valor.<br>Não perde sua dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobreviver à pólio nunca foi sinal de fraqueza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É sinal de uma geração que enfrentou o impossível —<br>e continuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E isso ninguém pode tirar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Corina Zalace</p>



<figure class="wp-block-embed"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://static1.squarespace.com/static/624f0f6348a24f307d1f3417/t/6991d61d972c9d588b5d4fac/1771165213057/February+2026+Update+%28Large+Print%29.pdf
</div></figure>
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		<title>Dicas de Segurança Pessoal: Seja Consciente!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/dicas-de-seguranca-pessoal-seja-consciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 11:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Estilo de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relato e orientações de um sobrevivente da pólio! Certa noite, minha esposa Megan e eu caminhávamos pelo centro da cidade quando percebi um homem nos seguindo. Ele tentava não chamar atenção, mas algo estava errado. Quando passou a se aproximar, mantive contato visual firme e deixei claro, com minha postura, que eu estava atento. Ele&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Relato e orientações de um sobrevivente da pólio!</em></p>
<p>Certa noite, minha esposa Megan e eu caminhávamos pelo centro da cidade quando percebi um homem nos seguindo. Ele tentava não chamar atenção, mas algo estava errado. Quando passou a se aproximar, mantive contato visual firme e deixei claro, com minha postura, que eu estava atento. Ele imediatamente recuou e desapareceu na multidão.</p>
<p>Essa experiência reforçou algo importante: <strong>atenção e presença reduzem riscos</strong>.</p>
<p>Pessoas com deficiência têm até <strong>três vezes mais chance</strong> de sofrer agressões ou intimidações. Algumas pessoas nos veem como alvos fáceis. Mas existem atitudes simples que podem diminuir muito essa vulnerabilidade.</p>
<p><strong>Dicas Essenciais de Segurança na Comunidade</strong></p>
<p><strong>Atenção ao redor</strong><br />
Evite andar distraído no celular. Observe quem está por perto e para onde está indo. Apenas evitar distrações já reduz significativamente o risco de confronto.</p>
<p><strong>Postura comunica força</strong><br />
Cabeça erguida, olhar atento e postura aberta aumentam percepção e transmitem segurança. Confiança afasta oportunistas.</p>
<p><strong>Saiba para onde ir</strong><br />
Tenha sempre um “lugar seguro” em mente: uma loja, prédio, casa, local acessível. Saiba como chegar até ele.</p>
<p><strong>Conheça suas reações ao estresse</strong><br />
O estresse pode afetar fala, coordenação ou mobilidade. Técnicas simples de respiração e pausas ajudam a manter a clareza mental.</p>
<p><strong>Proteja seu espaço pessoal</strong><br />
Seu espaço é seu limite. Use postura, posição do corpo ou do dispositivo de mobilidade para criar barreiras naturais.</p>
<p><strong>Não tenha medo de dizer não</strong><br />
Educação nunca deve se sobrepor à segurança. Se algo parece estranho, confie nessa sensação e evite a situação.</p>
<p><strong>Sobreviver já é vitória</strong><br />
Em qualquer situação difícil, o objetivo principal é sair dela em segurança. Não se culpe depois. Seja compassivo consigo mesmo.</p>
<p><strong>Use ferramentas com responsabilidade</strong><br />
Voz, presença, postura e dispositivos de mobilidade são ferramentas. Se optar por algo como spray de pimenta, busque treinamento adequado.</p>
<p><strong>Perceba o ambiente</strong><br />
Observe terreno, iluminação, acessibilidade e movimento de pessoas. Antecipar dificuldades evita riscos.</p>
<p><strong>Confie na sua intuição</strong><br />
A intuição é um sistema avançado de alerta. Se algo parece errado, provavelmente está.</p>
<p><strong>Segurança começa na consciência.</strong><br />
Atenção, postura e confiança são formas reais de proteção.</p>
<p>Pessoas com deficiência não são frágeis — são <strong>adaptáveis, perceptivas e resilientes</strong>. Quanto mais conscientes estamos, mais seguros nos tornamos.</p>
<p>Fonte:<br />
<a href="https://polionetwork.org/archive/r4vmz1963cqqrf7b5it5l7qyn8l3ep?rq=stress">https://polionetwork.org/archive/r4vmz1963cqqrf7b5it5l7qyn8l3ep?rq=stress</a></p>
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		<title>Personalidade Tipo A ou Estratégia de Sobrevivência?</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/personalidade-tipo-a-ou-estrategia-de-sobrevivencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento e Rede de Apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depoimento da sobrevivente da pólio Laura Vittorioso. Durante anos, li em boletins e artigos sobre Síndrome Pós Pólio que sobreviventes da poliomielite costumam apresentar personalidade do Tipo A. Eu mesma já me descrevi assim várias vezes. Mas, olhando com mais cuidado, essa definição não fecha completamente. A personalidade Tipo A é descrita como impaciente, competitiva,&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Depoimento da sobrevivente da pólio Laura Vittorioso.</em></p>
<p>Durante anos, li em boletins e artigos sobre Síndrome Pós Pólio que sobreviventes da poliomielite costumam apresentar personalidade do Tipo A. Eu mesma já me descrevi assim várias vezes. Mas, olhando com mais cuidado, essa definição não fecha completamente.</p>
<p>A personalidade Tipo A é descrita como impaciente, competitiva, hostil e excessivamente focada em conquistas. Reconheço, sim, a <strong>orientação para conquistas</strong> — em mim e em muitos sobreviventes da pólio. Basta ouvir nossas histórias para perceber isso. Mas será que isso é personalidade… ou <strong>adaptação</strong>?</p>
<p>Para entender, é preciso voltar no tempo.</p>
<p>Nas décadas de 30, 40 e 50, a visão sobre deficiência era dura e excludente. Pessoas com deficiência eram escondidas, institucionalizadas ou simplesmente descartadas da vida social. Não havia acessibilidade, inclusão ou expectativa de participação plena na sociedade.</p>
<p><strong>O mundo não estava preparado para nós.</strong><br />
<strong>Então, tivemos que nos preparar para o mundo.</strong></p>
<p>Para competir por empregos, precisávamos de algo a mais:<br />
habilidades específicas, formação técnica, diplomas universitários ou pós-graduações. A educação tornou-se uma das poucas portas possíveis.</p>
<p><strong>Lembro-me de ouvir, repetidamente, de médicos, terapeutas, orientadores — e do meu próprio pai: “Você terá que trabalhar mais do que os outros para ser aceita no mercado de trabalho. É improvável que você se case.”</strong></p>
<p><strong>Esse tipo de mensagem molda uma vida inteira.</strong></p>
<p>É impossível colocar todos os sobreviventes da poliomielite na mesma caixa da “personalidade Tipo A”. Somos tão diversos quanto qualquer outro grupo humano. Vejo o mesmo alto desempenho em pessoas cegas ou com deficiência visual. Pessoas com deficiência escalam montanhas, atravessam trilhas difíceis, viajam sozinhas, constroem famílias, carreiras e histórias extraordinárias.</p>
<p>Na minha vida profissional, muitas vezes senti que, se não acompanhasse o ritmo dos colegas, ficaria para trás. Não bastava fazer bem o trabalho — era preciso fazer <strong>mais</strong>, para provar que eu merecia estar ali.</p>
<p>Empregadores frequentemente usavam o argumento de que contratar pessoas com deficiência aumentaria o seguro contra acidentes. Em entrevistas, fui testada de formas que nada tinham a ver com a função do cargo.</p>
<p>Lembro-me de uma entrevista em um dia de neve. O entrevistador me levou para visitar clientes, andando sobre calçadas escorregadias. Eu estava apavorada. Hoje vejo com clareza: aquilo também era um teste.</p>
<p>Em outra ocasião, ao me candidatar à faculdade, fui conduzida por um tour exaustivo pelo campus, subindo e descendo escadas, em ritmo acelerado. Ninguém reduziu o passo por minha causa. A mensagem era clara: “Você aguenta?”</p>
<p>Como mulher com deficiência, sempre senti que precisava provar — o tempo todo — que era produtiva, confiável e capaz. Não podíamos deixar que nossa deficiência fosse vista como obstáculo. A motivação extrema não nasceu do ego, mas da <strong>necessidade</strong>.</p>
<p><strong>A discriminação era explícita.</strong><br />
Em uma entrevista para recepcionista de hotel, perguntaram como eu serviria o café da manhã — tarefa que não constava na vaga. Não fui contratada.<br />
Em outra, perguntaram como eu digitava. Respondi: “Não preciso das minhas pernas para digitar.” Também não consegui o emprego.</p>
<p><strong>Fui demitida de um trabalho como transcritora médica porque, segundo o chefe, eu deixava “as outras meninas nervosas”. Elas tinham medo de que eu caísse. Quando disse que poderia me levantar sozinha, fui demitida na hora. Depois de perder um emprego e ficar sem renda, aceitei qualquer trabalho. Em uma fábrica, alguém me disse: “O governo está contratando pessoas como você.”</strong></p>
<p><strong>Perguntei: “Mulheres?”</strong><br />
<strong>Ele respondeu: “Não. Pessoas com deficiência.”</strong></p>
<p>Foi assim que minha trajetória profissional realmente começou. Só consegui estabilidade profissional quando um programa estadual incentivou a contratação de pessoas com deficiência. Isso abriu a porta para minha carreira no serviço público e para o trabalho com pessoas cegas e com deficiência visual.</p>
<p>O que me levou a compartilhar essa experiência?</p>
<p><strong>Talvez não sejamos Tipo A.</strong><br />
Talvez sejamos pessoas treinadas pela exclusão a não desistir.<br />
O excesso de esforço não nasceu da ambição — nasceu da sobrevivência.</p>
<p>Você não precisa mais provar nada a ninguém! Seu valor não está na quantidade de esforço, mas na sua história, competência e presença. Pense nisso!</p>
<p>Fonte:<br />
<a href="https://static1.squarespace.com/static/624f0f6348a24f307d1f3417/t/69692fc533377b3c3c32e73b/1768501189331/January++2026+Update+%28Large+Print%29.pdf">https://static1.squarespace.com/static/624f0f6348a24f307d1f3417/t/69692fc533377b3c3c32e73b/1768501189331/January++2026+Update+%28Large+Print%29.pdf</a></p>
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		<title>A lição de Itzhak Perlman!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/a-licao-de-itzhak-perlman/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 11:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadeira de rodas]]></category>
		<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[História Sobreviventes]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Itzhak Perlman tinha apenas quatro anos quando a poliomielite paralisou suas pernas. Em um mundo que ainda engatinhava no tema da reabilitação, seu destino parecia definido: limitações severas, dependência e um futuro estreito. Mas Perlman mostrou ao mundo algo maior — o corpo pode impor limites, mas a mente é ilimitada. Sua história não é&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/a-licao-de-itzhak-perlman/">A lição de Itzhak Perlman!</a> apareceu primeiro em <a href="https://institutogiorgionicoli.org.br">Instituto Giorgio Nicoli</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Itzhak Perlman tinha apenas quatro anos quando a poliomielite paralisou suas pernas. Em um mundo que ainda engatinhava no tema da reabilitação, seu destino parecia definido: limitações severas, dependência e um futuro estreito. Mas Perlman mostrou ao mundo algo maior — <strong>o corpo pode impor limites, mas a mente é ilimitada</strong>. Sua história não é apenas sobre música. É sobre consciência, identidade e a força de um “eu” que vai além da matéria.</p>
<p>A pólio tirou a mobilidade das pernas de Perlman, mas não tocou sua inteligência, sua sensibilidade, seu espírito e seu amor pela música. Os médicos avisaram que ele jamais voltaria a andar. Mas ninguém conseguiu impedir que ele sonhasse.</p>
<p>Ele nunca se definiu pela paralisia — e sim pelo violino!</p>
<p><strong>A mente como território de liberdade</strong></p>
<p>Durante anos, Itzhak enfrentou tratamento doloroso, sessões intermináveis de fisioterapia e a realidade dura de uma infância com muletas. Mas, enquanto o corpo tinha limites, a mente não tinha nenhuma barreira. Ele sonhava, estudava, imaginava novas possibilidades.</p>
<p>Com cinco anos, retomou o violino. As mãos — fortalecidas pela reabilitação — encontraram nas cordas um caminho para expressar tudo o que o corpo não podia fazer. A música se tornou extensão de sua mente, não de suas pernas.</p>
<p>Aos 13 anos, brilhou no programa de Ed Sullivan.<br />
Aos 18, estreou no Carnegie Hall.<br />
Depois, percorreu o mundo, venceu Grammys, tocou na Casa Branca, participou de trilhas sonoras premiadas, deu aulas na Juilliard e se tornou um dos maiores violinistas vivos.</p>
<p>Tudo isso… <strong>sentado</strong>.</p>
<p>Seus concertos tinham algo mágico: assim que ele tocava o primeiro acorde, as muletas desapareciam dos olhos do público. O corpo ficava em segundo plano.</p>
<p>Perlman é a prova viva do que <strong>**Você não é seu corpo!</strong></p>
<p>Você é quem habita seu corpo.**</p>
<p>A pólio pode ter tirado movimentos, mas não leva:</p>
<ul>
<li>seu talento</li>
<li>sua inteligência</li>
<li>sua criatividade</li>
<li>sua sensibilidade</li>
<li>sua força interior</li>
<li>sua capacidade de imaginar futuros</li>
<li>sua consciência — onde reside sua verdadeira identidade</li>
</ul>
<p>Como disse Perlman, em campanhas globais de vacinação:</p>
<p><strong>“A pólio rouba movimentos, mas não sonhos.”</strong></p>
<p>A ciência moderna mostra que emoções, pensamentos e estados internos moldam o corpo. Mas a história de Perlman mostra outra camada: <strong>a consciência pode transformar o destino, mesmo quando o corpo apresenta limites permanentes</strong>.</p>
<p>Perlman não venceu a pólio. Ele transcendeu seus efeitos.<br />
E essa é uma verdade profunda para todos os sobreviventes:</p>
<p><strong>A pólio marca o corpo, mas não marca quem você é!</strong></p>
<p>Fonte:</p>
<p><a href="https://www.morasha.com.br/biografias/itzhak-perlman.html">https://www.morasha.com.br/biografias/itzhak-perlman.html</a></p>
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