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	<title>Instituto Giorgio Nicoli</title>
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	<description>Pólio e Pós-Pólio: Acredite na vida</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 12:42:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Neuromodulação &#8211; novos caminhos para a Síndrome Pós Pólio?</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/neuromodulacao-novos-caminhos-para-a-sindrome-pos-polio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:42:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem convive com a Síndrome Pós-Pólio sabe que, há muitos anos, os tratamentos disponíveis têm como objetivo controlar os sintomas, preservar a força muscular e melhorar a qualidade de vida. Mas será que isso pode mudar? Embora ainda não exista uma cura, pesquisadores continuam buscando novas estratégias para ajudar os sobreviventes da pólio. Uma das&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Quem convive com a Síndrome Pós-Pólio sabe que, há muitos anos, os tratamentos disponíveis têm como objetivo controlar os sintomas, preservar a força muscular e melhorar a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas será que isso pode mudar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda não exista uma cura, pesquisadores continuam buscando novas estratégias para ajudar os sobreviventes da pólio. Uma das linhas mais promissoras envolve a <strong>neuromodulação</strong>, um conjunto de técnicas que procura estimular o sistema nervoso para melhorar o funcionamento dos músculos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E o Brasil participa dessa pesquisa.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um grupo de pesquisadores da <strong>Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)</strong>, em colaboração com cientistas italianos, publicou recentemente estudos avaliando uma tecnologia chamada <strong>REAC (Radio Electric Asymmetric Conveyer)</strong> em pessoas com Síndrome Pós Pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos estudos, os participantes receberam sessões de neuromodulação e foram avaliados antes e depois do tratamento. <strong>Os pesquisadores observaram melhora da força muscular e da resistência à fadiga em parte dos participantes, especialmente na musculatura mais comprometida dos membros inferiores</strong>. Esses resultados sugerem que a modulação da atividade do sistema nervoso pode representar um novo caminho para a reabilitação da Síndrome Pós Pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas existe um detalhe muito importante.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próprios pesquisadores ressaltam que esses estudos envolveram um número pequeno de participantes e que ainda são necessárias pesquisas maiores, controladas e de longo prazo para confirmar esses resultados. Ou seja, <strong>a técnica ainda não pode ser considerada um tratamento comprovado</strong>, mas representa uma linha de pesquisa extremamente interessante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa talvez seja a notícia mais importante.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de muitos anos com poucas novidades, a Síndrome Pós Pólio volta a despertar o interesse da comunidade científica. Isso significa mais pesquisas, novas perguntas e, principalmente, novas possibilidades para o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa ciência avança exatamente assim: um pequeno estudo abre caminho para outros maiores. Quando diferentes grupos de pesquisa obtêm resultados semelhantes, novas tecnologias passam a fazer parte da prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto esse momento não chega, continuam valendo as recomendações que já demonstraram benefícios: atividade física cuidadosamente individualizada, conservação de energia, acompanhamento multiprofissional e respeito aos limites do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esperança não está em promessas milagrosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela está na ciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a <strong>UNIFESP</strong>, uma das mais importantes universidades do país na área da Neurologia e da Reabilitação, está contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a Síndrome Pós Pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a grande revolução ainda esteja por vir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ela certamente começa com pesquisas como essas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer saber mais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Artigos científicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Improving Strength and Fatigue Resistance in Post-Polio Syndrome Individuals with REAC Neurobiological Treatments</strong><br><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10672477/">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10672477/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Efficacy of REAC Neurobiological Optimization Treatments in Post-Polio Syndrome</strong><br><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39452526/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39452526/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Journal of Personalized Medicine – REAC e Síndrome Pós-Pólio</strong><br><a href="https://www.mdpi.com/2075-4426/14/10/1018">https://www.mdpi.com/2075-4426/14/10/1018</a></p>
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		<title>IA e Reabilitação: o futuro começou?</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/ia-e-reabilitacao-o-futuro-comecou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:37:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadeira de rodas]]></category>
		<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Fraqueza]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante décadas, a reabilitação foi baseada principalmente na experiência dos profissionais e no esforço diário dos pacientes. Hoje, uma nova aliada está transformando esse cenário: a Inteligência Artificial (IA). Mas será que isso é apenas tecnologia do futuro? A resposta é não. O futuro da reabilitação já começou. A Inteligência Artificial já está sendo utilizada&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante décadas, a reabilitação foi baseada principalmente na experiência dos profissionais e no esforço diário dos pacientes. Hoje, uma nova aliada está transformando esse cenário: a Inteligência Artificial (IA).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas será que isso é apenas tecnologia do futuro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é não.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O futuro da reabilitação já começou.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Inteligência Artificial já está sendo utilizada para analisar movimentos, acompanhar exercícios em casa, personalizar programas de fisioterapia, prever riscos de quedas e até auxiliar no controle de exoesqueletos e robôs de reabilitação. Em vez de substituir os profissionais de saúde, a IA funciona como uma ferramenta que amplia sua capacidade de avaliar cada paciente de forma muito mais precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine realizar um exercício e receber, em tempo real, a informação de que seu movimento está sendo executado de forma inadequada. Ou utilizar sensores capazes de identificar pequenas alterações na marcha antes mesmo que elas sejam percebidas pelo fisioterapeuta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso já acontece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sistemas inteligentes conseguem comparar milhares de movimentos, identificar padrões individuais e adaptar os exercícios conforme a evolução de cada pessoa. O resultado é uma reabilitação cada vez mais personalizada e segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E na Síndrome Pós Pólio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda existam poucos estudos específicos para a Síndrome Pós-Pólio, as tecnologias desenvolvidas para outras doenças neurológicas, como AVC, lesão medular e doença de Parkinson, poderão beneficiar também os sobreviventes da pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A IA poderá ajudar, por exemplo, a:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">• monitorar a fadiga durante as atividades;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• ajustar automaticamente a intensidade dos exercícios;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• identificar precocemente sinais de sobrecarga muscular;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• acompanhar a evolução funcional ao longo dos meses;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• permitir que parte da reabilitação seja realizada em casa, com supervisão remota da equipe de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Brasil também participa dessa revolução</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, pesquisadores brasileiros vêm contribuindo para esse avanço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho do neurocientista <strong>Miguel Nicolelis</strong> tornou-se conhecido mundialmente pelo desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina e do exoesqueleto apresentado na abertura da Copa do Mundo de 2014. Mais recentemente, novas pesquisas do <strong>Projeto Andar de Novo (Walk Again Project)</strong> continuam explorando a combinação entre neurociência, realidade virtual, robótica e inteligência artificial para ampliar a recuperação funcional de pessoas com lesões neurológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra referência nacional é a <strong>Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação</strong>, que há muitos anos utiliza tecnologias avançadas em programas de reabilitação neurológica e continua incorporando soluções digitais e inteligentes para melhorar a avaliação e o acompanhamento dos pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A tecnologia nunca substituirá o ser humano!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todo esse avanço, existe algo que nenhuma Inteligência Artificial consegue substituir: a relação entre paciente e profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A motivação, o acolhimento, a experiência clínica e o olhar humano continuam sendo fundamentais no processo de reabilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A IA não veio para ocupar esse espaço.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Veio para potencializá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem convive com a Síndrome Pós Pólio, essa é uma excelente notícia. A ciência continua evoluindo e novas ferramentas surgem para tornar a reabilitação cada vez mais individualizada, segura e eficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Talvez a Inteligência Artificial não faça alguém voltar a caminhar sozinha.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas ela poderá ajudar milhares de pessoas a preservar movimentos, reduzir limitações, ganhar autonomia e viver com mais qualidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E isso já representa uma verdadeira revolução.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer saber mais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Brasil</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Projeto Andar de Novo (Walk Again Project): <a href="https://walkagainproject.org">https://walkagainproject.org</a></li>



<li>Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação: <a href="https://www.sarah.br">https://www.sarah.br</a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudos científicos</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Lee MH et al. <em>Enabling AI and Robotic Coaches for Physical Rehabilitation Therapy</em> (2021).</li>



<li>Anton D et al. <em>A Telerehabilitation System for the Selection, Evaluation and Remote Management of Therapies</em> (2024).</li>
</ul>
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		<title>Creatina na SPP: o que a ciência realmente descobriu?</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/creatina-na-spp-o-que-a-ciencia-realmente-descobriu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:32:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Dor]]></category>
		<category><![CDATA[Fraqueza]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, a creatina ganhou destaque por seus possíveis benefícios para a força muscular e até para a saúde cerebral. Mas será que ela também pode ajudar quem convive com a Síndrome Pós Pólio? Essa pergunta motivou pesquisadores do Rancho Los Amigos National Rehabilitation Center (EUA) a realizar um estudo-piloto com sobreviventes da pólio.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a creatina ganhou destaque por seus possíveis benefícios para a força muscular e até para a saúde cerebral. Mas será que ela também pode ajudar quem convive com a Síndrome Pós Pólio?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa pergunta motivou pesquisadores do <strong>Rancho Los Amigos National Rehabilitation Center (EUA)</strong> a realizar um estudo-piloto com sobreviventes da pólio. Doze participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu creatina e o outro placebo durante quatro semanas. Os pesquisadores avaliaram força muscular, fadiga, recuperação dos músculos e capacidade para caminhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os resultados chamaram a atenção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns participantes com músculos mais comprometidos apresentaram um discreto aumento da força do quadríceps, um dos principais músculos das pernas. Entretanto, os benefícios pararam por aí. A creatina <strong>não reduziu de forma consistente a fadiga, não melhorou a capacidade funcional nem acelerou a recuperação muscular</strong>. Curiosamente, o participante que apresentou o maior ganho de força também relatou aumento da fadiga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próprios pesquisadores reconheceram que o estudo era pequeno e que seriam necessárias pesquisas maiores para confirmar esses resultados. Até hoje, isso não aconteceu. Revisões científicas mais recentes concluíram que ainda <strong>não existem evidências suficientes para recomendar a creatina como tratamento para a Síndrome Pós-Pólio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso significa que a creatina deve ser descartada?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não necessariamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da idade, muitos sobreviventes da pólio também desenvolvem <strong>sarcopenia</strong>, a perda natural de massa muscular. Nessa situação, estudos realizados com idosos sugerem que a creatina pode ajudar na preservação muscular quando associada a exercícios de fortalecimento cuidadosamente orientados. Mas esse possível benefício está relacionado ao envelhecimento saudável, e não ao tratamento da Síndrome Pós Pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Existe ainda um cuidado muito importante.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Síndrome Pós Pólio, sentir-se um pouco mais forte pode levar a pessoa a ultrapassar seus limites físicos. E justamente aí mora o perigo. O excesso de esforço pode desencadear dores, sobrecarga muscular e aumento da fadiga dias depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por isso, antes de iniciar qualquer suplementação, converse com seu médico, nutricionista e fisioterapeuta. Cada organismo responde de maneira diferente e a decisão deve ser individualizada.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ciência continua buscando novas alternativas para melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes da pólio. Enquanto respostas definitivas não chegam, permanece a estratégia que já demonstrou resultados ao longo dos anos: respeitar os limites do corpo, preservar energia, manter uma alimentação equilibrada e realizar atividade física na medida certa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na Síndrome Pós-Pólio, qualidade de vida não significa fazer mais. Significa viver melhor, com equilíbrio, autonomia e inteligência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.polioplace.org/sites/default/files/files/Polio%20Network%20News%20Vol_%2018%20No_%201%20Winter%202002.pdf">https://www.polioplace.org/sites/default/files/files/Polio%20Network%20News%20Vol_%2018%20No_%201%20Winter%202002.pdf</a></p>
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		<title>A geração que venceu a pólio!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/a-geracao-que-venceu-a-polio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:24:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma geração que aprendeu muito cedo que a vida nem sempre segue o caminho esperado. Uma geração que conheceu hospitais, aparelhos, reabilitação e desafios diários quando ainda era criança. Uma geração que precisou descobrir, muitas vezes sozinha, como seguir em frente. Essa geração é a dos sobreviventes da poliomielite. Recentemente, o mundo se despediu&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Existe uma geração que aprendeu muito cedo que a vida nem sempre segue o caminho esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma geração que conheceu hospitais, aparelhos, reabilitação e desafios diários quando ainda era criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma geração que precisou descobrir, muitas vezes sozinha, como seguir em frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa geração é a dos sobreviventes da poliomielite.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, o mundo se despediu de Martha Ann Lillard, uma mulher que viveu mais de 70 anos utilizando um pulmão de aço. Sua história emocionou milhões de pessoas porque representa uma época em que a poliomielite mudava destinos e colocava famílias inteiras diante da incerteza.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas Martha não foi uma exceção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela simboliza milhares de homens e mulheres que transformaram limitações em coragem. Pessoas que estudaram, trabalharam, constituíram famílias, construíram carreiras e encontraram formas de viver plenamente, mesmo carregando sequelas que poucos conseguem imaginar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, muitos desses sobreviventes enfrentam um novo desafio: a Síndrome Pós Pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É natural que, diante do aumento da fadiga, das dores e da perda gradual de força, surjam dúvidas e inseguranças. Mas é importante lembrar uma verdade que a própria história demonstra:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vocês já venceram desafios que pareciam impossíveis.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O corpo pode pedir novos cuidados, novos limites e novas estratégias, mas a capacidade de adaptação continua sendo uma das maiores marcas de quem sobreviveu à pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cada sobrevivente carrega uma história que merece ser contada.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não apenas pelo que enfrentou, mas pelo exemplo que oferece às novas gerações: o de que a verdadeira força não está na ausência de dificuldades, e sim na capacidade de continuar vivendo com esperança, dignidade e propósito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que a história de Martha nos lembre de algo essencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pólio deixou marcas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas também revelou pessoas extraordinárias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E entre elas estão vocês.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-nc-news wp-block-embed-nc-news"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="I19UlUd6qM"><a href="https://ncnews.com.br/2026/07/12/contraiu-poliomielite-na-infancia-e-viveu-mais-de-70-anos-em-um-pulmao-de-aco-historia-emociona-o-mundo/">Contraiu poliomielite na infância e viveu mais de 70 anos em um pulmão de aço; história emociona o mundo</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Contraiu poliomielite na infância e viveu mais de 70 anos em um pulmão de aço; história emociona o mundo” — NC News" src="https://ncnews.com.br/2026/07/12/contraiu-poliomielite-na-infancia-e-viveu-mais-de-70-anos-em-um-pulmao-de-aco-historia-emociona-o-mundo/embed/#?secret=BlfNwsBVEq#?secret=I19UlUd6qM" data-secret="I19UlUd6qM" width="600" height="338"  marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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			</item>
		<item>
		<title>Era apenas uma gripe de verão&#8230;</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/era-apenas-uma-gripe-de-verao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 17:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história que mostra por que nunca devemos ignorar os sinais da Síndrome Pós Pólio. Ela cresceu ouvindo que tinha um &#8220;pé engraçado&#8221;. Ninguém ria. Mas também ninguém entendia o verdadeiro motivo. Quando tinha apenas dois anos de idade, uma forte &#8220;gripe de verão&#8221; marcou sua infância. Alguns anos depois, aos 12 anos, um médico&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A história que mostra por que nunca devemos ignorar os sinais da Síndrome Pós Pólio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela cresceu ouvindo que tinha um &#8220;pé engraçado&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguém ria. Mas também ninguém entendia o verdadeiro motivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando tinha apenas dois anos de idade, uma forte &#8220;gripe de verão&#8221; marcou sua infância. Alguns anos depois, aos 12 anos, um médico observou seu pé esquerdo e fez uma afirmação que mudaria sua vida:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Este é um pé de poliomielite.&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Naquela época, acreditava-se que muitas &#8220;gripes de verão&#8221; eram, na verdade, formas leves ou inaparentes da poliomielite. Como ela não apresentou uma paralisia evidente, o assunto foi praticamente esquecido pela família. Afinal, ela havia se recuperado rapidamente e seguiu sua vida normalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o vírus não havia ido embora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o passado volta décadas depois</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na vida adulta começaram a surgir sintomas que pareciam não ter explicação:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fraqueza muscular;</li>



<li>espasmos;</li>



<li>contrações involuntárias;</li>



<li>falta de ar;</li>



<li>quedas frequentes;</li>



<li>dores intensas;</li>



<li>dificuldade para caminhar.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Vieram então anos de consultas médicas, exames, diagnósticos equivocados e muita insegurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela foi investigada para esclerose múltipla, tumores cerebrais e outras doenças neurológicas. Em uma das consultas, chegou a ouvir que um caso &#8220;leve&#8221; de poliomielite jamais poderia provocar tantos problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas seu corpo dizia exatamente o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem sempre a resposta aparece no primeiro exame</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua busca por respostas, realizou diferentes eletroneuromiografias (EMG). Algumas foram interpretadas como normais, aumentando ainda mais sua angústia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente anos depois encontrou profissionais experientes em Síndrome Pós-Pólio que compreenderam algo fundamental:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>o exame de eletroneuromiografia em sobreviventes da poliomielite exige conhecimento específico para ser corretamente interpretado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico finalmente foi confirmado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não era imaginação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não era exagero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era a Síndrome Pós-Pólio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O verdadeiro início da recuperação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente, o diagnóstico não representou o fim da história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o começo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ingressar em um programa especializado em Pós-Pólio, ela aprendeu estratégias que mudaram completamente sua qualidade de vida:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>conservação de energia;</li>



<li>fisioterapia específica;</li>



<li>terapia ocupacional;</li>



<li>postura adequada;</li>



<li>uso correto de órteses;</li>



<li>redução da sobrecarga física;</li>



<li>alongamentos suaves;</li>



<li>adaptação das atividades do dia a dia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Também compreendeu a importância de informar sempre seu histórico de poliomielite antes de qualquer cirurgia ou anestesia, devido aos riscos conhecidos em sobreviventes da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Transformando dor em propósito</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de tantos anos convivendo com dúvidas, sofrimento e incompreensão, ela decidiu transformar sua experiência em ajuda para outras pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundou uma rede de apoio para sobreviventes da poliomielite, que mais tarde evoluiu para uma organização internacional dedicada a informar, acolher e defender pessoas afetadas pela doença em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua história mostra que o conhecimento pode mudar vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que essa história ensina aos sobreviventes da pólio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência dessa sobrevivente traz lições importantes para todos que convivem com a Síndrome Pós-Pólio:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Nem toda poliomielite deixou paralisias evidentes.</strong><br>Casos leves ou chamados de &#8220;inaparentes&#8221; também podem apresentar consequências décadas depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. O diagnóstico correto faz diferença.</strong><br>Fraqueza, fadiga e dor nem sempre significam envelhecimento normal. Procurar profissionais com experiência em Síndrome Pós-Pólio pode evitar anos de sofrimento e diagnósticos equivocados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. A conservação de energia é parte do tratamento.</strong><br>Aprender a respeitar os limites do corpo não significa desistir da vida. Significa preservar a autonomia por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Você não está sozinho.</strong><br>Assim como essa sobrevivente encontrou apoio em uma comunidade especializada, milhares de pessoas ao redor do mundo compartilham experiências semelhantes. A troca de informações e o apoio entre sobreviventes fazem toda a diferença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mensagem de esperança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, mais de vinte anos após o diagnóstico, ela continua convivendo com a Síndrome Pós-Pólio. Utiliza órteses, cadeira motorizada para longas distâncias, faz fisioterapia regularmente e aprendeu a adaptar sua rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua maior conquista, porém, não foi apenas controlar os sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi transformar uma história de dúvidas em uma fonte de esperança para milhares de sobreviventes da poliomielite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque conhecer a doença é o primeiro passo para conviver melhor com ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E compartilhar experiências pode ajudar outras pessoas a encontrarem respostas muito mais cedo do que ela encontrou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://polionetwork.org/archive/jd118y86r8bg45b5l4snqnt4vy55dk">https://polionetwork.org/archive/jd118y86r8bg45b5l4snqnt4vy55dk</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Yoga Adaptada para cadeirantes!</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/yoga-adaptada-para-cadeirantes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 17:33:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadeira de rodas]]></category>
		<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Dor]]></category>
		<category><![CDATA[Exercícios]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Caminho para qualidade de vida! Quando pensamos em atividade física, muitas pessoas imaginam exercícios intensos, academias ou longas caminhadas. Para muitos sobreviventes da pólio, porém, a realidade é diferente. A fadiga, a fraqueza muscular, as dores articulares e as limitações de mobilidade exigem uma abordagem mais cuidadosa. E é justamente nesse contexto que a yoga&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Caminho para qualidade de vida!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos em atividade física, muitas pessoas imaginam exercícios intensos, academias ou longas caminhadas. Para muitos sobreviventes da pólio, porém, a realidade é diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fadiga, a fraqueza muscular, as dores articulares e as limitações de mobilidade exigem uma abordagem mais cuidadosa. E é justamente nesse contexto que a yoga adaptada vem ganhando espaço como uma prática segura, acessível e capaz de trazer benefícios físicos e emocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Muito além do alongamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A yoga não é apenas uma sequência de movimentos. Ela combina respiração consciente, alongamentos suaves, atenção ao corpo e relaxamento mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para pessoas com limitações motoras, as posturas podem ser adaptadas e realizadas sentadas, permitindo que cada participante respeite seus próprios limites.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo não é competir nem superar recordes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo é desenvolver consciência corporal, reduzir tensões e melhorar a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Benefícios para os sobreviventes da pólio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos estudos mostram que práticas corporais suaves podem contribuir para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>melhora da flexibilidade;</li>



<li>redução da rigidez muscular;</li>



<li>melhora da postura;</li>



<li>aumento da mobilidade articular;</li>



<li>diminuição do estresse;</li>



<li>melhora da qualidade do sono;</li>



<li>maior percepção da própria energia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem convive com a Síndrome Pós-Pólio, esses benefícios podem ser especialmente importantes, pois ajudam a reduzir o gasto excessivo de energia e promovem maior conforto nas atividades do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A respiração também faz parte do tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos sobreviventes da pólio apresentam respiração superficial sem perceber.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estamos cansados ou sentimos dor, tendemos a respirar de forma mais curta e rápida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os exercícios respiratórios da yoga ajudam a ampliar a capacidade respiratória, melhorar a oxigenação do organismo e favorecer o relaxamento do sistema nervoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, apenas aprender a respirar melhor já produz sensação de bem-estar e redução da fadiga.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Respeitar os limites é fundamental</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das maiores lições da yoga é que cada corpo possui um ritmo próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso está perfeitamente alinhado com uma das orientações mais importantes para os sobreviventes da pólio:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>usar o corpo sem desgastá-lo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O excesso de esforço pode aumentar dores e fadiga. Por isso, qualquer atividade física deve ser realizada de forma gradual e respeitando as orientações dos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um convite ao autocuidado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos sobreviventes passaram décadas lutando para superar obstáculos físicos. Com o passar dos anos, surge um novo desafio: aprender a preservar energia sem abrir mão da qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A yoga adaptada pode ser uma aliada nesse processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela não promete milagres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas pode ajudar a desenvolver algo extremamente valioso: uma relação mais gentil com o próprio corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, muitas vezes, é justamente essa gentileza que permite continuar avançando.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Experimente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem deseja conhecer uma prática simples e acessível, sugerimos o vídeo:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Yoga Adaptada para Mobilidade Reduzida</strong><br><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9XU6bi7GFSE">https://www.youtube.com/watch?v=9XU6bi7GFSE</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se: faça os movimentos dentro dos seus limites e interrompa a atividade caso sinta dor ou desconforto importante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.accessibleyogaschool.com/about-us">https://www.accessibleyogaschool.com/about-us</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Dormir Mal Pode Roubar Sua Força?</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/dormir-mal-pode-roubar-sua-forca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 17:27:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Fraqueza]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre sono ruim e perda muscular nos sobreviventes da pólio&#8230; Muitas pessoas associam a perda de força muscular apenas ao envelhecimento. Mas existe outro fator importante que frequentemente passa despercebido: a qualidade do sono. Se você convive com a Síndrome Pós-Pólio ou com alguma doença neuromuscular, dormir mal pode estar contribuindo para a&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A relação entre sono ruim e perda muscular nos sobreviventes da pólio</strong>&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas associam a perda de força muscular apenas ao envelhecimento. Mas existe outro fator importante que frequentemente passa despercebido: a qualidade do sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você convive com a Síndrome Pós-Pólio ou com alguma doença neuromuscular, dormir mal pode estar contribuindo para a fadiga, a perda de força e a dificuldade de recuperação física.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que acontece enquanto dormimos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o sono, o corpo realiza uma verdadeira manutenção interna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse período que ocorre:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>recuperação muscular;</li>



<li>produção de hormônios importantes;</li>



<li>consolidação da memória;</li>



<li>reparação dos tecidos;</li>



<li>regulação do sistema imunológico.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o sono é insuficiente ou fragmentado, esses processos ficam prejudicados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sono ruim e perda muscular: qual a ligação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas mostram que noites mal dormidas podem reduzir a produção de hormônios relacionados à manutenção da massa muscular, como o hormônio do crescimento e a testosterona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o sono inadequado aumenta processos inflamatórios e favorece o desgaste muscular ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pessoas mais velhas, essa combinação pode acelerar a sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E para os sobreviventes da pólio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação merece atenção especial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos sobreviventes apresentam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dores musculares e articulares;</li>



<li>desconforto ao mudar de posição;</li>



<li>câimbras;</li>



<li>dificuldades respiratórias durante o sono;</li>



<li>fadiga crônica;</li>



<li>ansiedade relacionada à saúde.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Todos esses fatores podem prejudicar a qualidade do descanso noturno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o sono não é reparador, o cérebro e os músculos começam o dia seguinte com menor capacidade de recuperação, aumentando a sensação de esgotamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ciclo que precisa ser interrompido</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sono ruim gera mais fadiga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais fadiga reduz a disposição para atividades físicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Menos atividade favorece a perda muscular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda muscular aumenta o esforço necessário para realizar tarefas simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o aumento do esforço gera ainda mais cansaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um ciclo silencioso que pode impactar diretamente a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como melhorar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas medidas simples podem ajudar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manter horários regulares para dormir;</li>



<li>Evitar telas e notícias estressantes antes de deitar;</li>



<li>Controlar dores que possam interromper o sono;</li>



<li>Conversar com o médico sobre ronco, apneia ou despertares frequentes;</li>



<li>Praticar atividade física adequada durante o dia;</li>



<li>Manter o quarto confortável e silencioso.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dormir bem também é tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos sobreviventes da pólio focam apenas nos músculos, mas esquecem que a recuperação começa no cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dormir melhor não elimina todos os desafios da Síndrome Pós-Pólio, mas pode ajudar a preservar energia, melhorar a recuperação física e proteger a massa muscular ao longo dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes, uma das estratégias mais importantes para manter a força não acontece na academia ou na fisioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela acontece durante a noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fontes:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/motor-neuron-diseases">https://www.ninds.nih.gov/health-information/disorders/motor-neuron-diseases</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.nia.nih.gov/health/sleep/sleep-and-older-adults">https://www.nia.nih.gov/health/sleep/sleep-and-older-adults</a></p>
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		<item>
		<title>Seu cérebro está drenando sua energia?</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/seu-cerebro-esta-drenando-sua-energia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 17:17:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Fraqueza]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://institutogiorgionicoli.org.br/?p=6619</guid>

					<description><![CDATA[<p>O cansaço invisível que muitos sobreviventes da pólio conhecem bem! Você já acordou cansado mesmo depois de uma noite de sono? Já sentiu que atividades simples, como conversar, dirigir ou organizar tarefas do dia, parecem consumir uma quantidade enorme de energia? Muitos sobreviventes da pólio e pessoas com doenças neuromusculares convivem diariamente com essa sensação.&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cansaço invisível que muitos sobreviventes da pólio conhecem bem</strong>!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você já acordou cansado mesmo depois de uma noite de sono?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já sentiu que atividades simples, como conversar, dirigir ou organizar tarefas do dia, parecem consumir uma quantidade enorme de energia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos sobreviventes da pólio e pessoas com doenças neuromusculares convivem diariamente com essa sensação. E a explicação pode estar não apenas nos músculos, mas também no cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cérebro é um grande consumidor de energia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora represente apenas cerca de 2% do peso corporal, o cérebro utiliza aproximadamente 20% de toda a energia produzida pelo organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cada movimento, equilíbrio, decisão ou atividade mental, bilhões de neurônios trabalham para processar informações e coordenar respostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos sobreviventes da pólio, esse esforço pode ser ainda maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o cérebro precisa trabalhar mais&#8230;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a poliomielite, parte dos neurônios motores foi destruída. Para compensar essa perda, os neurônios sobreviventes assumiram funções extras e passaram décadas trabalhando acima do normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso permitiu que muitas pessoas recuperassem movimentos e independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas existe um custo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar dos anos, o sistema nervoso pode precisar gastar mais energia para realizar tarefas que antes eram automáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado pode aparecer como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fadiga intensa;</li>



<li>dificuldade de concentração;</li>



<li>sensação de esgotamento após atividades simples;</li>



<li>lentidão mental;</li>



<li>necessidade maior de períodos de descanso.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não é falta de vontade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos sobreviventes da pólio é explicar aos outros um cansaço que nem sempre é visível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes o corpo parece bem por fora, mas o cérebro e o sistema nervoso estão trabalhando intensamente para compensar limitações neuromusculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a fadiga relacionada à Síndrome Pós-Pólio não deve ser confundida com preguiça, desmotivação ou falta de condicionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como preservar energia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas estratégias podem ajudar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Planejar atividades ao longo do dia;</li>



<li>Alternar períodos de esforço e descanso;</li>



<li>Evitar sobrecarga física e mental;</li>



<li>Manter o sono de qualidade;</li>



<li>Tratar dores e distúrbios do sono;</li>



<li>Praticar exercícios orientados por profissionais capacitados.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Aprender a administrar energia não significa desistir de viver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significa utilizar os recursos do corpo com inteligência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O verdadeiro desafio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos sobreviventes passaram a vida superando limites.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, talvez o maior desafio não seja fazer mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas aprender a preservar energia para continuar fazendo o que realmente importa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque qualidade de vida não depende apenas da força muscular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela também depende de como cuidamos da energia que o cérebro utiliza todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-post-polio wp-block-embed-post-polio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="PczimtEIis"><a href="https://post-polio.org/living-with-polio/">Living With Polio</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Living With Polio” — Post Polio" src="https://post-polio.org/living-with-polio/embed/#?secret=of6zNcg9o6#?secret=PczimtEIis" data-secret="PczimtEIis" width="600" height="338"  marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eu Sou Capaz!”</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/eu-sou-capaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 15:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://institutogiorgionicoli.org.br/?p=6609</guid>

					<description><![CDATA[<p>A emocionante história de superação de uma sobrevivente da pólio que venceu a discriminação, a dor e os limites físicos Enquanto muitas pessoas acreditam que a poliomielite ficou no passado, milhões de sobreviventes ao redor do mundo continuam enfrentando diariamente os impactos físicos, emocionais e sociais deixados pela doença. Mas algumas histórias conseguem ir além&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A emocionante história de superação de uma sobrevivente da pólio que venceu a discriminação, a dor e os limites físicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto muitas pessoas acreditam que a poliomielite ficou no passado, milhões de sobreviventes ao redor do mundo continuam enfrentando diariamente os impactos físicos, emocionais e sociais deixados pela doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas algumas histórias conseguem ir além da dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas se transformam em símbolos de coragem, perseverança e esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória de Sefakor Pomeyie é uma dessas histórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma infância marcada pela pólio e pela discriminação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sefakor nasceu em Gana, na África, e contraiu poliomielite em 1975, aos oito anos de idade, mesmo tendo sido vacinada. Mais tarde, descobriu-se que a vacina aplicada estava vencida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença deixou uma de suas pernas completamente paralisada e a outra severamente enfraquecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante parte da infância, ela precisou rastejar ou ser carregada pela mãe para conseguir se locomover.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as dificuldades físicas eram apenas parte da batalha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na comunidade onde vivia, a deficiência era vista como uma “maldição de Deus”. O preconceito era tão forte que seu próprio pai, incapaz de suportar a vergonha social, abandonou a esposa e a filha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda criança, Sefakor aprendeu uma realidade dura que muitos sobreviventes da pólio conhecem profundamente:<br>a maior dor nem sempre vem do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes, ela vem do olhar da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mãe que se recusou a desistir</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se hoje Sefakor se tornou professora universitária e referência internacional em inclusão, muito disso começou com a força silenciosa de sua mãe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo extremamente pobre, ela nunca permitiu que a filha acreditasse ser incapaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os dias repetia:<br>“Se você quiser alcançar o mundo, precisará da educação.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, carregava a filha nas costas até a escola. Depois, quando isso se tornou impossível, contratou alguém para levá-la de scooter.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem acessibilidade, sem estrutura e sem apoio, Sefakor precisava engatinhar pela escola antes de conseguir aparelhos ortopédicos e muletas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela sofreu bullying. Caiu inúmeras vezes. Quebrou ossos. Subiu escadas engatinhando para conseguir assistir às aulas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, nunca desistiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A educação se transformou em liberdade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todas as limitações, Sefakor destacou-se nos estudos pela inteligência e dedicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conquistou vaga em uma escola de prestígio e posteriormente formou-se professora de francês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tarde, ingressou na Universidade de Cape Coast, uma das mais importantes de Gana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas novamente a falta de acessibilidade apareceu como obstáculo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu dormitório ficava no terceiro andar. Muitas salas exigiam subir longos lances de escada. As quedas continuavam acontecendo. Em uma delas, machucou gravemente sua perna considerada “boa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, ela persistiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque para quem convive com a pólio, cada conquista costuma exigir muito mais esforço do que o mundo imagina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a dor pessoal se transforma em missão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o agravamento das limitações físicas, Sefakor precisou deixar a sala de aula tradicional e passou a trabalhar no Departamento de Educação do Distrito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi ali que sua história começou a mudar a vida de outras pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela passou a orientar estudantes com deficiência, ajudando-os a buscar oportunidades, enfrentar preconceitos e acreditar em si mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher que um dia precisou ser carregada nos braços tornou-se símbolo de esperança para outras pessoas com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A vida ainda lhe reservaria perdas profundas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante uma gravidez complicada de gêmeos, Sefakor desenvolveu eclâmpsia, entrou em coma e chegou a ser declarada morta após uma cesariana de emergência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milagrosamente, despertou dois dias depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anos mais tarde, enfrentaria outra tragédia:<br>a perda inesperada de sua filha ainda pequena, após uma febre intensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo mergulhada na dor, ela decidiu continuar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque algumas pessoas descobrem que perseverar não significa ausência de sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significa continuar apesar dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De menina carregada no colo a professora universitária nos Estados Unidos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2010, Sefakor conquistou uma bolsa internacional de estudos nos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Concluiu mestrado e posteriormente doutorado na Universidade de Vermont.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, atua como professora universitária em Vermont e no St. Michael&#8217;s College.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua trajetória atravessou:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>pobreza;</li>



<li>deficiência;</li>



<li>preconceito;</li>



<li>abandono;</li>



<li>dor física;</li>



<li>perdas familiares;</li>



<li>inúmeras quedas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ela nunca deixou que a pólio definisse os limites da sua existência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Desistir nunca passou pela minha cabeça”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das frases mais emocionantes de sua história resume tudo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Minha vida foi difícil. Começando como uma menina carregada nas costas da minha mãe para ir à escola (&#8230;) Não foi fácil, mas desistir nunca passou pela minha cabeça.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mensagem para os sobreviventes da pólio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A história de Sefakor não fala apenas sobre deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela fala sobre dignidade humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre continuar mesmo quando o corpo dói.<br>Mesmo quando o mundo desacredita.<br>Mesmo quando a vida parece pesada demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez essa seja uma das maiores lições para os sobreviventes da pólio:</p>



<p class="wp-block-paragraph">As limitações podem mudar caminhos.<br>Mas não são capazes de apagar sonhos, inteligência, sensibilidade ou propósito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, às vezes, as pessoas que mais sofreram são justamente as que desenvolvem a força mais profunda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://polionetwork.org/archive/8ec6s0agg804c7woj2skn52k9pbqwe">https://polionetwork.org/archive/8ec6s0agg804c7woj2skn52k9pbqwe</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Exoesqueletos: Esperança para Doenças Neuromusculares?</title>
		<link>https://institutogiorgionicoli.org.br/viver-a-polio/exoesqueletos-esperanca-para-doencas-neuromusculares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luzia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 14:56:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conviver com a Pós-pólio]]></category>
		<category><![CDATA[Fraqueza]]></category>
		<category><![CDATA[Poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome Pós Pólio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://institutogiorgionicoli.org.br/?p=6606</guid>

					<description><![CDATA[<p>A tecnologia que começa a transformar a reabilitação! Durante muito tempo, muitos sobreviventes da pólio ouviram:“não há muito o que fazer”. Mas a tecnologia começa lentamente a mudar esse cenário. Uma das áreas mais promissoras da reabilitação moderna é o desenvolvimento dos exoesqueletos robóticos — equipamentos criados para auxiliar movimentos e reduzir o desgaste físico&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A tecnologia que começa a transformar a reabilitação!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, muitos sobreviventes da pólio ouviram:<br>“não há muito o que fazer”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a tecnologia começa lentamente a mudar esse cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das áreas mais promissoras da reabilitação moderna é o desenvolvimento dos exoesqueletos robóticos — equipamentos criados para auxiliar movimentos e reduzir o desgaste físico de pessoas com limitações motoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que são exoesqueletos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">São estruturas robóticas vestíveis que ajudam o corpo durante a marcha e determinados movimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Utilizam sensores e sistemas computadorizados para auxiliar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>equilíbrio;</li>



<li>postura;</li>



<li>caminhada;</li>



<li>distribuição de carga muscular;</li>



<li>redução do esforço físico.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eles podem ajudar sobreviventes da pólio?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, sim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores já estudam o uso dessas tecnologias em:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Síndrome Pós-Pólio;</li>



<li>lesões medulares;</li>



<li>ELA;</li>



<li>distrofias musculares;</li>



<li>doenças neuromusculares degenerativas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo não é apenas fazer a pessoa andar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É reduzir desgaste energético, preservar articulações e ampliar qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Limitações atuais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda existem desafios importantes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>custo elevado;</li>



<li>acesso limitado;</li>



<li>necessidade de centros especializados;</li>



<li>adaptação individual.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, a área avança rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O futuro da reabilitação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos exoesqueletos, novas tecnologias vêm ganhando espaço:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>órteses inteligentes;</li>



<li>neuroestimulação;</li>



<li>fisioterapia robótica;</li>



<li>sensores corporais;</li>



<li>inteligência artificial aplicada à reabilitação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da neurologia e da reabilitação começa a ser redesenhado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A esperança também faz parte do tratamento</strong>!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por muitos anos, sobreviventes da pólio sentiram-se esquecidos pela ciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, o mundo começa novamente a olhar para qualidade de vida, autonomia e envelhecimento neuromuscular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E isso representa esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9367113">https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9367113</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://golifeward.com/">Lifeward &#8211; Redefine Possible</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38669435/">Robotic exoskeletons and total knee arthroplasty: The future of knee rehabilitation and replacement &#8211; A meta-analysis &#8211; PubMed</a></p>
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