Skip to content
AGENDE UMA AVALIAÇÃO PUBLICAÇÕES
Sobrevive a varias cirurgias!!!

Sobrevivi a mais de 106 cirurgias e continuo aqui!

Eu sobrevivi a mais de 106 cirurgias ao longo de 77 anos.

A maioria delas para corrigir as marcas deixadas pela poliomielite que contraí aos dois anos de idade.

Minha história não começa na dor.
Começa na sobrevivência.

Nasci na Indonésia, filha de pais holandeses. Aos nove anos, precisei fugir de uma revolução. Dois anos depois, imigramos para a Califórnia em busca de algo que muitos sobreviventes conhecem bem: tratamento, esperança e um pouco mais de futuro.

A pólio nunca foi apenas uma doença

Ela foi cirurgia após cirurgia.
Muletas por anos.
Uma perna ortopédica.
Depois a cadeira de rodas.

Em 1986, aos 38 anos, passei a usá-la permanentemente.

E o corpo continuou pagando o preço:

  • Braços desgastados por empurrar a cadeira.
  • Cotovelo sem cartilagem.
  • Artrodese extensa da coluna, de C2 a S1.
  • Dor constante no pescoço.
  • Analgésicos fortes como parte da rotina.

Quem vive a pólio entende:
não é apenas fraqueza muscular.

É adaptação contínua.
É o luto silencioso por cada função perdida.
É assistir o próprio corpo mudar ano após ano.

E ainda assim… a vida aconteceu

Casei aos vinte anos com meu melhor amigo.
Estamos juntos há 57 anos.

Temos três filhos, quatro netos e uma bisneta.

Viajei pelos Estados Unidos e Europa.
Conheci culturas, pessoas, histórias.

Sim, precisei comprar uma van adaptada.
Sim, o seguro não cobre tudo.
Sim, precisei aprender a pedir ajuda.

Hoje, aos 77 anos, não consigo mais me vestir sozinha, tomar banho ou cozinhar. Preciso de cuidadora. Tenho ajuda de amigos. Tenho uma faxineira.

Não estou feliz com essas limitações. Mas estou viva.

E continuo escolhendo viver.

O que realmente me sustentou?

Não foi a ausência de dor.

Foi a atitude.

Meus pais me ensinaram a ser positiva.
Meu marido esteve ao meu lado todos os dias.
Meus filhos me apoiaram.
Meus amigos cozinham para mim.

Eu não sobrevivi sozinha.

Sobrevivi porque aprendi que vulnerabilidade não é fracasso.

É humanidade.

A verdade que poucos dizem

A poliomielite é cruel.

Ela não termina na infância.
Ela cobra ao longo da vida.
Ela desgasta articulações, coluna, energia, autonomia.

Eu não desejaria essa doença a ninguém.

Se a vacina estivesse disponível quando eu era criança, talvez minha história tivesse sido diferente.

Por isso digo, com a autoridade de quem viveu 77 anos com as consequências:

Sou totalmente a favor da vacinação.

Para você, sobrevivente

Talvez você não tenha passado por 106 cirurgias.
Talvez tenha passado por menos.
Ou por mais.

Talvez esteja enfrentando agora a Síndrome Pós-Pólio.
Talvez esteja lidando com novas perdas funcionais.

Mas existe algo que a pólio nunca conseguiu destruir:

Sua capacidade de continuar.

Você pode perder força.
Pode perder mobilidade.
Pode precisar de ajuda.

Mas não perde sua história.
Não perde seu valor.
Não perde sua dignidade.

Sobreviver à pólio nunca foi sinal de fraqueza.

É sinal de uma geração que enfrentou o impossível —
e continuou.

E isso ninguém pode tirar.

Fonte:

Corina Zalace

https://static1.squarespace.com/static/624f0f6348a24f307d1f3417/t/6991d61d972c9d588b5d4fac/1771165213057/February+2026+Update+%28Large+Print%29.pdf
Back To Top