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SPP seu corpo cobra por hora!

SPP: seu corpo cobra por hora!

Depoimento de uma Sobrevivente da Pólio Millie Malone Lill.

E se o seu corpo lhe cobrasse por hora tudo o que você faz?

Pense em um advogado: cada minuto de trabalho é contabilizado.
Para quem vive com Síndrome Pós Pólio (SPP), o corpo funciona exatamente assim — só que a moeda é energia, e não dinheiro.

Dependendo da gravidade da SPP, os “valores” mudam.
Para mim, cozinhar em pé custa caro. Quinze minutos no fogão significam, no mínimo, meia hora de descanso depois. Arrumar a cama ficou tão caro que resolvi pagar alguém para fazer isso — dinheiro é mais fácil de conseguir do que energia.

As festas de fim de ano quase me levaram à falência energética.
Adoro estar com amigos, família, trocar presentes, conversar, rir. Sou sociável, participo de grupos, tenho uma família grande e gosto de manter contato. Mas tudo isso tem um custo alto quando se vive com SPP.

Some a isso o gasto energético de morar sozinha, e você entende por que precisei rever escolhas.

Gostaria de ter um cartão de crédito de “dólares de energia”.
Mas ele não existe. Energia não parcela. Energia exige pagamento à vista.
E confesso: muitas vezes sou otimista demais sobre quanto ainda tenho disponível.

Recentemente, uma amiga querida se convidou para passar a noite em minha casa. Aceitei com alegria. Cozinhei, recebi outras amigas, conversamos, rimos. Foi maravilhoso. No dia seguinte, quando a visita foi embora, percebi: meus créditos de energia tinham acabado.

Felizmente, moro sozinha. Pude dormir três horas à tarde sem culpa. Esse descanso me devolveu energia suficiente para seguir o dia.

O Natal, hoje, é diferente.
Antes, eu acreditava que Natal de verdade precisava de casa cheia, crianças correndo, muita comida, barulho e movimento. Hoje, isso não é mais possível — degraus, acessibilidade, limitações físicas mudaram tudo.

Meus filhos cresceram, viraram avós, meus netos têm suas próprias vidas. Agora, planejo um único encontro familiar, em outro momento. A véspera de Natal é simples, tranquila, com minha melhor amiga, comida pronta e sem esforço. O dia de Natal virou um dia de descanso — para o corpo e para o espírito.

Não é como antes.
Mas ainda é bom.

Meus vizinhos, amigos e familiares garantem que não me falte carinho — nem guloseimas. Tudo isso para dizer uma coisa essencial:

conserve sua energia.

A vida segue em um ritmo mais lento, mas ela segue.
Seja frugal com sua energia. Não gaste com tudo. Não gaste com qualquer coisa.

Se alguém se oferecer para ajudar, aceite.
Use a energia deles. Pessoas sem SPP têm muito mais créditos energéticos — e conseguem recuperá-los com muito mais facilidade do que nós.

Economizar energia não é fraqueza.
É inteligência.
É sobrevivência.
É autocuidado.

Observe sua conta energética. Faça escolhas conscientes.
Você não precisa fazer tudo — precisa fazer o que importa, sem entrar em dívida com o seu corpo!

Fonte:
https://static1.squarespace.com/static/624f0f6348a24f307d1f3417/t/69692fc533377b3c3c32e73b/1768501189331/January++2026+Update+%28Large+Print%29.pdf

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