Skip to content
AGENDE UMA AVALIAÇÃO PUBLICAÇÕES
Pólio você sobreviveu e continua!

Você sobreviveu e continua!

Artigo baseado em relato de uma sobrevivente da Pólio!

A poliomielite não termina quando a febre passa.
Não termina quando você volta a andar.
Não termina quando o mundo acha que “já passou”.

Para muitos… ela continua.

Silenciosa.
Lenta.
Mas presente.

Uma infância que ninguém deveria viver!

Imagine ter 6 anos.

Separado da família.
Sem entender o que está acontecendo.
Sem saber se vai voltar a andar.

Foi assim que tudo começou para muitos sobreviventes da pólio.

Hospitais frios.
Visitas limitadas.
Solidão.

“Eu me sentia abandonada.”

Essa frase não é apenas memória…
é marca emocional.

A força que nasce na dor

A reabilitação não foi simples.

Foram meses… anos… tentando reaprender o básico:

  • Mexer as pernas
  • Ficar de pé
  • Caminhar

E mesmo quando o corpo não respondia…

alguém acreditava.

Fisioterapeutas.
Cuidadores.
Profissionais que, com paciência, ajudaram a reconstruir o impossível.

As cicatrizes que ninguém vê

Nem todas as marcas são físicas.

  • O isolamento
  • O bullying
  • A sensação de ser diferente
  • A vergonha
  • A luta silenciosa para se encaixar

Essas dores não aparecem em exames…
mas moldam quem você se torna.

E, paradoxalmente, também criam algo poderoso:

resiliência.

A ilusão da cura

Muitos acreditaram:

“Eu venci a pólio.”

Voltaram a andar.
Voltaram à vida.

Mas anos depois… décadas depois…

algo mudou.

  • Fraqueza voltou
  • Cansaço aumentou
  • O corpo começou a dar sinais

A pólio não tinha ido embora…

O preço de ter sido forte demais!

Durante anos, muitos sobreviveram assim:

compensando com os músculos “bons”

Mas o tempo cobra.

E esses músculos, sobrecarregados por décadas…
começam a falhar.

A força de ontem pode se transformar na fadiga de hoje.

E mesmo assim… você seguiu

Mesmo com limitações.
Mesmo com dor.
Mesmo com medo do futuro.

Você construiu uma vida.

Família.
História.
Identidade.

Isso não é pouco.
Isso é extraordinário!

O que realmente sustenta um sobrevivente

Não foi só tratamento.

Foi:

  • Apoio
  • Comunidade
  • Amizades
  • Pequenos momentos de alegria

A conexão com outras pessoas faz diferença real na forma de viver com a pólio.

Uma nova forma de olhar para sua história

Talvez você não tenha sido “curado”.

Talvez você tenha sido algo muito maior:

transformado.

A pólio não definiu você.
Mas participou da sua construção.

E hoje, cada passo — mesmo mais lento —
carrega uma história de superação que poucos compreendem.

Se hoje você sente que o corpo mudou…

Se a força não é mais a mesma…

Se o futuro parece incerto…

Lembre-se:

Você já enfrentou o pior.

E continua aqui.

De pé.
Adaptando.
Aprendendo.
Seguindo…

Fonte:

https://www.poliosa.org.au/news/2016/8/30/my-life-with-polio-by-ann-jordan

Back To Top