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Tecnologia pode ajudar você a andar melhor?

Tecnologia pode ajudar você a andar melhor?

Órteses, novos materiais e recursos de mobilidade estão evoluindo. Para quem teve pólio, tecnologia pode significar gastar menos energia e preservar autonomia.

Quando ouvimos falar em tecnologia na reabilitação, pensamos logo em robôs, inteligência artificial ou equipamentos futuristas.

Mas, para quem teve pólio, uma inovação muito mais simples pode fazer uma grande diferença:

caminhar com mais segurança e gastar menos energia para isso.

E às vezes essa tecnologia está em uma órtese, numa bengala adequadamente indicada ou em um equipamento de mobilidade melhor adaptado ao corpo.

A órtese também evoluiu

Muitos sobreviventes da pólio conheceram aparelhos pesados e desconfortáveis durante a infância.

Por isso, voltar a falar em órtese pode despertar resistência.

Mas esses dispositivos mudaram.

Hoje existem órteses produzidas com materiais mais leves, como fibra de carbono, além de novas possibilidades de fabricação e personalização.

Dependendo da necessidade, uma órtese pode ajudar a estabilizar tornozelo e joelho, controlar o pé que arrasta e tornar a marcha mais segura.

A questão deixa de ser:

“Preciso voltar a usar aparelho?”

e passa a ser:

“Existe hoje algum recurso que possa tornar meu movimento mais eficiente?”

Tecnologia também pode economizar energia

Para quem vive com os efeitos tardios da pólio, esse ponto é fundamental.

Se cada passo exige compensações excessivas, músculos e articulações podem trabalhar mais do que deveriam.

Uma órtese ou um recurso auxiliar corretamente indicado pode, em determinadas situações, reduzir esforço, melhorar estabilidade e ajudar a prevenir tropeços e quedas.

Isso muda nossa maneira de enxergar bengalas, andadores, órteses e cadeiras de rodas.

Eles não precisam representar o fim da independência.

Podem ser ferramentas para preservá-la.

O melhor recurso é o mais moderno?

Não.

É aquele adequado ao seu corpo.

Uma tecnologia sofisticada, mas mal indicada, pode não trazer benefício. Uma órtese precisa considerar força muscular, articulações, deformidades, equilíbrio e a maneira particular como aquela pessoa caminha.

O mesmo vale para bengalas, andadores e cadeiras de rodas.

Por isso, copiar o equipamento utilizado por outra pessoa com SPP nem sempre funciona.

A história da pólio é individual. A solução também precisa ser.

Faça o “Check-up da sua Mobilidade”

Algumas perguntas podem ajudar a perceber se chegou a hora de reavaliar os recursos que você utiliza:

  • Meu pé está arrastando mais?
  • Meu joelho parece falhar durante a caminhada?
  • Estou tropeçando ou caindo?
  • Caminhar está consumindo energia demais?
  • Sinto mais dor depois de andar?
  • Minha órtese é antiga ou está desconfortável?
  • Minha bengala ou andador ainda atende às minhas necessidades?
  • Estou deixando de sair porque caminhar ficou difícil?

Se respondeu sim a algumas delas, talvez valha conversar com um profissional sobre uma nova avaliação da sua mobilidade.

E o futuro?

Sensores de movimento, análise digital da marcha, impressão 3D, materiais mais leves e dispositivos cada vez mais personalizados estão ampliando as possibilidades da reabilitação.

Isso não significa que todas essas tecnologias já estejam disponíveis ou comprovadas especificamente para pessoas com SPP.

Mas existe uma mudança importante acontecendo:

a tecnologia está aprendendo a se adaptar cada vez mais à pessoa — e não apenas exigir que a pessoa se adapte ao equipamento.

Para quem passou décadas fazendo o corpo se adaptar para continuar andando, essa mudança merece ser acompanhada.

Independência também é saber usar ajuda

Talvez o maior avanço não esteja apenas nos equipamentos.

Está na maneira como olhamos para eles.

Usar uma órtese, uma bengala ou outro recurso quando necessário não apaga tudo o que você conquistou depois da pólio.

Se uma tecnologia permite gastar menos energia, caminhar com mais segurança ou continuar participando das atividades que são importantes para você, ela pode estar cumprindo exatamente o seu papel:

ajudar você a preservar liberdade, mobilidade e autonomia.

Importante: órteses e dispositivos de mobilidade devem ser avaliados individualmente por profissionais capacitados. Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação profissional.


Continue se informando

Se este assunto é importante para você, veja também:

Fontes utilizadas

Post-Polio Health International — Orthotic Devices for Post-Polio Syndrome: An Orthotist’s Perspective
https://post-polio.org/living_with_polio/orthotic-devices-for-post-polio-syndrome-an-orthotists-perspective/

Post-Polio Health International — Orthotics
https://post-polio.org/living_with_polio/orthotics/

Post-Polio Health International — Navigating the Seating and Mobility World with Post-Polio
https://post-polio.org/living_with_polio/navigating-the-seating-and-mobility-world-with-post-polio/

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