Síndrome Pós Pólio: quando cuidar vai além da doença!
Você já sentiu que suas dificuldades vão muito além da fraqueza muscular ou da dor?
Para quem sobreviveu à poliomielite, os desafios não terminaram na infância. Décadas depois, muitos passaram a enfrentar novas limitações, cansaço e perda de movimentos, frequentemente sem compreender o que estava acontecendo.
Mas foi justamente a necessidade de compreender essas pessoas que transformou a maneira de cuidar da Síndrome Pós-Poliomielite (SPP).
Da falta de respostas ao atendimento especializado
Durante muitos anos, sobreviventes da pólio encontraram dificuldades para obter diagnóstico e acompanhamento adequado. Alguns chegaram a ter seus sintomas atribuídos a questões psicológicas.
Na palestra Um Olhar Transdisciplinar na Síndrome Pós Poliomielite, apresentada no IV Simpósio Internacional de Portugal, o Prof. Dr. Abrahão A. J. Quadros resgatou essa trajetória e destacou um marco importante: a criação, em 2003, do ambulatório especializado em poliomielite da UNIFESP, com a participação do Dr. Acary Souza Bulle Oliveira e de uma equipe multiprofissional.
O trabalho contribuiu para ampliar as pesquisas, desenvolver diretrizes de atendimento e fortalecer o reconhecimento da SPP.
O que significa olhar para o paciente como um todo?
A grande transformação foi compreender que não basta tratar músculos e articulações. É preciso cuidar da pessoa em todas as suas dimensões.
O atendimento transdisciplinar reúne profissionais de diferentes áreas, que compartilham conhecimentos e trabalham de forma integrada, considerando:
- Saúde física: força muscular, dor, fadiga e mobilidade.
- Saúde emocional: medos, inseguranças e dificuldades diante de novas limitações.
- Autonomia: adaptações necessárias para preservar a independência.
- Vida social: relações familiares, trabalho e participação na sociedade.
Nesse modelo, o paciente deixa de ser visto apenas pelos sintomas e passa a ser o centro do cuidado.
Mais do que tratar, é compreender!
O avanço no conhecimento da SPP mostrou que ouvir a história de cada sobrevivente é tão importante quanto avaliar suas condições físicas.
Afinal, cada pessoa carrega uma trajetória de superação, conquistas e desafios que merece ser respeitada.
A Síndrome Pós-Pólio pode modificar a maneira de viver, mas não diminui o valor, a identidade ou as possibilidades de quem convive com ela.
É essa visão que orienta o trabalho do Instituto Giorgio Nicoli: incentivar o conhecimento científico e promover um cuidado interdisciplinar que valorize a saúde, a autonomia e a dignidade.
Porque cuidar não é apenas tratar uma doença. É reconhecer a pessoa que existe além dela!
Fonte: Palestra do Prof. Dr. Abrahão A. J. Quadros — Um Olhar Transdisciplinar na Síndrome Pós-Poliomielite: da Construção do Conhecimento à Transformação do Cuidado, IV Simpósio Internacional de Portugal.
Assista à palestra completa no YouTube.
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- Fisioterapia para os Sobreviventes da Pólio e SPP — reabilitação, mobilidade e conservação de energia.
- Síndrome Pós-Pólio — E-book do Instituto — informações sobre a doença, diagnóstico e cuidados.

