A Mente pode redefinir a Pólio?
A Mente pode redefinir a Pólio?
Durante décadas, aprendemos a olhar para o corpo como o centro de tudo: músculos, dor, limites e reabilitação. Para quem viveu a poliomielite, isso foi ainda mais forte. Mas uma ideia apresentada no III Simpósio Brasil–Portugal (palestra “Onde Reside a Mente?”) traz um convite importante: o corpo merece cuidado — e a mente também, porque ela muda a forma como você vive a dor e o futuro.
1) Cérebro não é mente — e isso liberta
Pense assim: o cérebro é a “máquina” que processa e organiza. A mente é quem percebe, escolhe e dá sentido.
O corpo pode ter limitações. A mente pode aprender novos caminhos.
2) Você não é a sua limitação
A consciência não se resume ao que o corpo consegue fazer. E isso explica por que pensamentos e emoções mexem no organismo: alteram sono, tensão, energia e até a percepção da dor.
A dor é real — mas a forma como você a interpreta também faz parte do cuidado.
3) Cuidar da mente é tratamento complementar
Estresse, medo, autocrítica e culpa pioram o desgaste interno e podem intensificar sintomas. Por isso, mente não é “luxo”: é suporte de saúde.
4) “Softwares” antigos cansam você
Muitos sobreviventes ainda vivem com regras internas como:
- “Tenho que ser forte sempre”
- “Não posso pedir ajuda”
- “Se eu parar, perco minha independência”
Esses programas esgotam. A boa notícia: podem ser atualizados.
5) O que muda na prática
- menos estresse e sensação de aprisionamento
- menos culpa
- mais autonomia emocional
- melhor manejo da dor percebida
- mais qualidade de vida e propósito
6) 3 exercícios rápidos para hoje
- Cheque mental: “Esse pensamento me fortalece ou me enfraquece?”
- Reset de 60 segundos: respire e observe o ar entrando e saindo, sem brigar com nada.
- Pergunta chave: “Quem está no comando agora: meu medo ou minha consciência?”
Seu corpo conta a história. Sua mente pode redesenhar o caminho.
E, no dia a dia da pós pólio, essa diferença pode significar mais leveza, clareza e força real.
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