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Surf Adaptado!

Da poliomielite ao topo do mundo: a história do surfista que desafiou as ondas!

Imagine levar cinco anos tentando ficar em pé sobre uma prancha. Desistir? Para Luciano Silveira, essa nunca foi uma opção!

Conhecido como Nem, o surfista de Florianópolis transformou sua paixão pelo mar em uma trajetória de conquistas internacionais. Sobrevivente da poliomielite, ele tem sequelas na perna direita, com mobilidade bastante reduzida.

Mas isso não o impediu de perseguir um sonho que começou aos 16 anos.

Cinco anos para conquistar a primeira onda!

Luciano começou a surfar escondido dos pais. O desejo de ficar em pé sobre a prancha era tão grande que ele persistiu durante cinco anos até conseguir se equilibrar e deslizar sobre uma onda.

Não foi fácil. Foram inúmeras tentativas, quedas e recomeços.

Mas cada dificuldade fazia parte do aprendizado.

E aquela primeira onda se transformou no início de uma carreira vitoriosa!

Três etapas. Três vitórias. Um campeão mundial!

Em setembro de 2026, Luciano conquistou o título do Circuito Mundial Profissional de Surfe Adaptado (AASP), depois de vencer todas as três etapas da competição:

  • Austrália
  • Havaí
  • Califórnia, Estados Unidos

A conquista se soma aos títulos mundiais que o atleta já havia alcançado em 2024 e 2025, no campeonato organizado pela International Surfing Association (ISA).

Uma trajetória construída com treinamento, persistência e paixão pelo esporte.

A deficiência não define até onde você pode chegar!

A história de Luciano mostra que uma limitação física não precisa determinar os sonhos, as escolhas ou a identidade de uma pessoa.

Entretanto, cada sobrevivente da pólio tem condições físicas e necessidades diferentes. Especialmente para quem apresenta Síndrome Pós-Pólio, a prática esportiva exige avaliação individualizada e cuidados para evitar sobrecarga muscular.

Superar limites não significa ignorar os sinais do corpo. Significa descobrir possibilidades respeitando suas próprias condições.

Qual é a sua próxima onda?

Luciano deixa uma mensagem para quem enfrenta dificuldades: acreditar nos próprios sonhos e encontrar coragem para dar o primeiro passo.

Nem todos precisam conquistar um campeonato mundial.

Às vezes, a maior vitória está em recuperar a confiança, descobrir uma nova atividade ou simplesmente voltar a fazer algo que parecia impossível.

Porque a verdadeira conquista não está apenas em chegar ao topo. Está em não deixar que a deficiência determine quem você pode ser!

Fonte: Jornal Razão, 12 de outubro de 2026 — Do desafio à glória mundial: a história do manezinho que se tornou campeão de parasurf na Califórnia.

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